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Ambientalista reconhece: “Estava errado ao me opor aos transgênicos”
15/01/13 - 16:23 No dia 3 de janeiro, durante uma conferência agrícola em Oxford, no Reino Unido, o ativista ambiental britânico Mark Lynas* surpreendeu a plateia ao abrir sua apresentação pedindo desculpas por ter participado, na década de 1990, de campanhas contra os transgênicos. O depoimento de Lynas esclarece muitasquestões sobre a importância da biotecnologia agrícola, tanto do ponto de vista da preservação ambiental quanto da necessidade do aumento na produção de alimentos para uma população crescente. O ambientalista também faz um alerta sobre os riscos que avaliações baseadas em mitos e posicionamentos políticos, sem embasamento científico, podem trazer para a sociedade. A íntegra da palestra de Lynas e o vídeoestão disponíveis no sitewww.marklynas.org. Abaixo você confere a tradução para o português.
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Palestra de Mark Lynas na Conferência Agrícola de Oxford (Reino Unido), em 3 de janeiro de 2013 Eu gostaria de começar pedindo desculpas. Para constar, aqui e agora, peço desculpas por ter passado vários anos destruindo lavouras transgênicas. Lamento também ter ajudado a iniciar omovimento contra os transgênicos em meados de 1990, e, assim, ajudado na demonização de uma opção tecnológica importante que pode ser usada para beneficiar o meio ambiente. Como ambientalista e alguém que acredita que todos no mundo têm o direito a uma alimentação saudável e nutritiva de sua escolha, eu não poderia ter escolhido um caminho mais contraproducente. Hoje me arrependo completamente. Assim,acho que vocês devem estar pensando: o que aconteceu entre 1995 e agora que me fez não somente mudar de opinião, mas vir aqui e admitir isso? Bem, a resposta é bem simples: eu descobri a ciência, e, nesse processo, espero ter me tornado um ambientalista melhor. Quando eu ouvi falar pela primeira vez sobre a soja transgênica da Monsanto, eu sabia exatamente o que pensar. Ali estava uma grandecorporação americana com um histórico ruim, colocando algo novo e experimental em nossa comida sem nos dizer nada. A mistura de genes entre espécies parecia ser a coisa mais antinatural possível – lá estava a humanidade adquirindo poder tecnológico demais; algo estava prestes a dar errado. Esses genes se espalhariam, como uma espécie de poluição viva. Parecia coisa de pesadelo. Esses medos se espalharamfeito fogo em palha seca e, em poucos anos os transgênicos foram praticamente banidos na Europa, e nossas preocupações foram exportadas por ONGs como Greenpeace e Amigos da Terra para a África, Índia e para o restante da Ásia, onde os transgênicos são proibidos até hoje. Foi a campanha mais bem sucedida da qual eu já participei. Esse também foi explicitamente um movimento contra a ciência.Utilizamos um monte de imagens sobre cientistas em seus laboratórios tagarelando de forma demoníaca enquanto mexiam com a construção de blocos de vida. Daí o rótulo de comida Frankenstein – isso estava ligado a medos profundos do uso secreto de conhecimentos científicos para fins não naturais. O que nós não percebemos na época era que o verdadeiro monstro Frankenstein não era a tecnologia transgênica, masnossa reação contra ela. Para mim, esse ambientalismo anticientífico tornou-se cada vez mais inconsistente com o meu ambientalismo próciência em relação às mudanças climáticas. Publiquei meu primeiro livro sobre o aquecimento global em 2004, e eu estava determinado a torná-lo cientificamente verossímil, e não uma coleção de relatos curiosos. Portanto, tive que dar evidências sobre a história daminha viagem para o Alasca com dados de satélite sobre o gelo do mar, e tive que justificar as minhas fotos do desaparecimento de geleiras nos Andes com registros de longo prazo do equilíbrio em massa dos glaciares de montanha. Para isso, tive que aprender a ler artigos científicos, entender as estatísticas básicas e me alfabetizar em vários campos, desde oceanografia a paleoclimatologia, e em...
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