Amelogenese

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  • Publicado : 9 de outubro de 2012
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1 Introdução


A amelogênese imperfeita (AI) refere-se a condições de má formação de esmalte, geneticamente determinada, localizada ou generalizada, que pode afetar ambas as dentições (decídua e permanente) com alterações na quantidade ou qualidade do esmalte dentário na ausência de alterações de ordem geral ou sistêmicas (DORUK et al., 2011). É uma deficiência que causa problemas deordem estética e funcional da arcada dentária, perda excessiva de tecido dental, sensibilidade dentária, comprometimento da oclusão e da dimensão vertical (MARKOVIC et al., 2010).
O gene da AI pode ser transmitido de forma autossômica dominante, autossômica recessiva, recessiva ligada ao cromossoma X ou dominante ligada ao cromossoma X (REGEZI et al., 2008; WITKOP, 1989).
Sabe-se que odesenvolvimento do esmalte acontece em três estágios: elaboração da matriz orgânica, mineralização da matriz e maturação do esmalte. Se durante qualquer uma destas fases houver algum tipo de perturbação implicará alterações na formação de um esmalte deficiente (NEVILLE et al., 2009).
Considerando que a amelogênese imperfeita é uma anomalia de grande complexidade, que além de provocaralterações bucais, afeta a auto-estima do indivíduo, este trabalho tem por objetivo revisar a literatura abordando os principais pontos desta, bem como as alternativas de tratamento para pacientes portadores da mesma.


























2 Revisão de Literatura

Segundo Witkop (1989) a amelogênese imperfeita compõe um grupo heterogêneo de desordens hereditáriasda formação de esmalte que afeta tanto a dentição decídua quanto a permanente. É um distúrbio que envolve apenas a formação de esmalte, na ausência de alterações sistêmicas.
Já para Hunter et al. (2007), a AI pode estar relacionada com alterações bioquímicas ou morfológicas em outras partes do corpo.
De acordo com Gisler et al. (2010), esta anomalia ocorre na ausência de doençassistêmicas e pode ser observada em todos ou quase todos os dentes, não afetando a formação de dentina.


2.2 Epidemiologia

O trabalho de Neville et al. (2009), demonstra que a amelogênese imperfeita consiste em uma anomalia encontrada em uma frequência que varia de 1:718 até 1:14000, não existindo predileção étnica e de gênero.


2.3 Etiologia

Para Regezi et al. (2008),diversos fatores podem provocar anormalidades no esmalte, uma vez que os ameloblastos dos germes dentários em desenvolvimento são sensíveis a estímulos externos. Diferentes mutações nos genes que codificam as proteínas do esmalte (amelogenina, enamelina e outros) ocorrem em pacientes com este tipo de anomalia.


2.4 Classificação

A classificação mais aceita atualmente foi proposta porWitkop, em 1989 e baseia-se na aparência clínica e radiográfica do esmalte, e no modo de herança do traço, podendo ser dividida em AI hipoplásica, hipomaturada, hipocalcificada ou hipomatura-hipoplásica com taurodontismo, apresentando ainda 14 subtipos, com numerosos padrões de heranças e uma variedade de manifestações clínicas. Pode ser transmitida de forma autossômica dominante, autossômica recessiva,recessiva ligada ao cromossoma X ou dominante ligada ao cromossoma X.

2.5 Características

Estudo realizado por Poulsen et al. (2008), descreve achados complementares à AI, tais como, envolvimento dos tecidos periodontais, maloclusões, alterações no desenvolvimento da dentição e do esqueleto facial.
Segundo Markovic et al. (2010), a AI é uma deficiência que afeta a estética,auto-estima e qualidade de vida do paciente, provoca perda extensiva de tecido dental, sensibilidade, diminuição progressiva da dimensão vertical comprometendo a oclusão, e pode estar associada com mordida aberta anterior .
Conforme Canger et al. (2010), amelogênese imperfeita pode também estar ligada a outras anomalias esqueléticas e dentárias ou anormalidades do desenvolvimento, como por...
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