Albumina

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Nas duas últimas décadas tem-se dado enorme atenção aos processos
envolvendo óxido nítrico e espécies reativas a ele associadas, devido às
descobertas que associaram esse pequeno radical livre a importantes mecanismos
fisiológicos como vasodilatação, neurotransmissão e reações imunológicas (Rang
et al., 2001 e Feldman et al., 1993). Endogenamente, óxido nítrico é sintetizado
pelasenzimas óxido nítrico sintetases (NOS). O descontrole do seu delicado
equilíbrio leva a situações fisiopatológicas. Substâncias capazes de liberar óxido
nítrico e participar dos processos de sinalização associados a seu metabolismo têm
sido investigadas para utilização em terapias (Rassaf et al., 2002) e (Foster et al.,
2003). A mais antiga dessas substâncias é a nitroglicerina, utilizada porquase um
século no tratamento de angina pectoris para diminuir a pressão sanguínea e
facilitar a vascularização. Só no final da década de 1980 o mecanismo
farmacológico desse fármaco foi associado à liberação de óxido nítrico.
As reações de nitrosação (ligações entre grupos nitrosos e moléculas
orgânicas), com formação de compostos C-nitroso, N-nitroso, O-nitroso e Snitroso a partir dasmoléculas originais, são bastante conhecidas (Zhang et al.,
1996). Compostos formados são capazes de atuar em processos ativados por óxido
nítrico. Já no final da década de 1990 foram detectados S-nitrosotióis in vivo, em
pequenas concentrações. Tióis reativos das proteínas (da cadeia lateral do amino
ácido cisteína) passaram a ser vistos como importantes alvos no metabolismo de
óxidonítrico (Stamler et al., 1992).
Proteínas são modificadas, in vivo e in vitro, pela interação com espécies
reativas derivadas de óxidos de nitrogênio, podendo ter suas funções alteradas.
Algumas proteínas são ativadas por essas reações e outras inativadas. Acredita-se
que algumas proteínas podem ser convertidas em carreadores de óxido nítrico a 14
alvos biológicos específicos. Osmecanismos de nitrosação de proteínas e de
liberação ou transferência de NO para a solução ou para outras moléculas ainda
não estão totalmente compreendidos (Zhang et al., 1996; Stamler et al., 1992). Por
isso, neste trabalho investigamos uma das importantes reações amplamente
utilizadas para produção de S-nitrosotióis, o tratamento com nitrito em meio
ácido.
A albumina sérica é a proteínamais abundante do soro sanguíneo. Talvez, a
sua propriedade mais interessante seja a sua capacidade de ligar-se
reversivelmente a uma grande variedade de ligantes e fármacos, transportando
inúmeras substâncias para diversos órgãos através do sistema circulatório. A Snitrosação in vivo dessa proteína é comumente observada e o processo de Snitrosação in vitro por nitrito em meio ácido temsido utilizado por diversos
pesquisadores. Apesar disso, mais recentemente tem sido observado que esse não
é um método adequado para muitas proteínas, por causa da desnaturação ácida,
que pode ser irreversível, e porque outros grupos funcionais, como aminas,
álcoois e aromáticos, são susceptíveis de modificação por nitrito acidificado. Em
albumina, sugeriu-se que além de S-nitrosilação daúnica cisteína da molécula,
resíduos de triptofano (um em albumina humana e dois em albumina bovina)
também seriam modificados. Encontrou-se também que albuminas com grupo SH
bloqueados provocavam dilatação de vasos sanguíneos in vitro quando
modificadas por nitrito acidificado. Isso sugeriu que a nitrosação de outros sítios
poderia ser importante para a distribuição de óxido nítrico nosistema vascular
(Zhang et al., 1996). Para esclarecer a influência dos resíduos de triptofano nesse
processo de nitrosação em meio ácido, investigamos o processo em três proteínas.
A albumina sérica bovina (BSA), que possui uma cisteína livre e dois resíduos de
triptofano, a albumina sérica humana (HSA), com a cisteína livre na mesma
posição da cadeia que a BSA mas com apenas um...
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