Agressividade

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
EAD - CATALÃO
POLO – FORMOSA


ECA – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


Clodoaldo Campos da Silva









Monte Alegre de Goiás, Agosto de 2012
A AGRESSIVIDADE EM ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: O JOGO COMO FORMA DE INTERVENÇÃO.
Uma definição bastante aceita nos estudos psicológicos é que “agressão é qualquer comportamento com intenção de feriralguém física ou verbalmente” (WEITEN, 2002, p. 387, grifo do autor).
Público Alvo – 1º e 2º ano
Período – 6 meses (Agosto a Dezembro)
Tempo – Aulas de educação física e intervalo

1. JUSTIFICATIVA
A realidade escolar continuamente nos remete a reflexões, principalmente com relação à nossa prática diária como professores. No contexto atual, entre os temas que merecem esta reflexão está aagressividade, um termo já conhecido entre as pessoas e que se reflete em diversos ambientes, e a escola é certamente um deles. Muitas vezes, por desconhecimento ou casos mais sérios acabam com a interferência do conselho tutelar . Com base nisso, viu-se a necessidade de compreender a agressividade e como ela pode ser abordada durante nossa prática pedagógica no Ensino Fundamental baseada no ECA(Estatuto da Criança e do Adolescente.
De imediato, surge a necessidade de se pensar em uma proposta para lidar com o comportamento agressivo das crianças, e o papel do conseheiro tutelar como mediador dos seus direitos, chegando-se então ao jogo, proposto como meio facilitador para trabalhar com essa situação nesse nível de ensino.
Com o intuito de conhecer o universo da agressividade no contextodo Ensino Fundamental e refletir sobre o jogo como uma forma de lidar com esta questão, inserido aos dereitos e deveres das crianças, este projeto foi realizado.
Sobre a afirmação de que o ambiente familiar é um dos, senão o principal fator influenciador dos comportamentos agressivos de crianças, acrescentamos a contribuição de Lisboa (2006), que nos coloca que, mesmo no período pré-natal, acriança já sente se é aceita ou não e isso poderá ter conseqüência no comportamento do bebê, além de que “As crianças ricas ou pobres, produtos de gestações não desejadas, dificilmente receberão os cuidados necessários ao seu bom desempenho emocional” (p.55).
Entendemos, então, que não é o fato da institucionalização em si que afeta a formação da personalidade da criança, mas a privação materna, se,por outro lado, mesmo nestes ambientes, a criança for devidamente cuidada, como num lar equilibrado, os efeitos deletérios descritos terão menos possibilidade de ocorrer. Porém, a realidade atual de muitas dessas instituições não propicia esse cuidado, já que uma só pessoa, em geral a pajem, é responsável por cuidar de várias crianças ao mesmo tempo, quebrando o vínculo natural mãe-criança.Patterson (1982) estudou a agressividade no ambiente familiar e verificou que nas famílias, em que não há demonstrações de aprovação e afeto, as crianças são extremamente agressivas. Também ambientes familiares coercivos, com punições, ameaças, provocações entre os membros familiares, contribuem para o desenvolvimento da agressividade nas crianças.
Sobre esse assunto, Lisboa (2006, p. 55) semanifesta, em linguagem contundente, afirmando:
Eis como você cria uma criança violenta: ignore-a, humilhe-a e provoque-a. Grite um bocado. Mostre sua desaprovação a tudo o que ela fizer. Encoraje-a a brigar com irmãos e irmãs. Brigue bastante, especialmente no sentido físico, com seu parceiro conjugal na frente da criança. Bata-lhe bastante. Eu adicionaria: ameace-a, castigue-a, engane-a, minta-lhe,seja permissivo, ensine-a que o mundo é dos ‘vivos’, vangloriando-se diante dela de atos dos quais deveria se envergonhar (...).
As crianças aprendem inicialmente suas obrigações morais pela imposição dos pais ou imposição do círculo social, pois elas não têm compreensão da regra (coação). Aprendem o que é certo e errado por meio da obrigação, não percebendo o porquê de estar certo ou errado. Para...
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