Adeus ao trabalho? ricardo antunes

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  • Publicado : 4 de dezembro de 2012
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CAP1: O SISTEMA DE METABOLISMO SOCIAL DO CAPITAL E SEU SISTEMA DE MEDIAÇÕES

O sistema de metabolismo social do capital nasceu como resultado da divisão social que operou a subordinação estrutural do trabalho ao capital. Esse sistema de metabolismo é o resultado de um processo historicamente constituído, onde prevalece a divisão social hierárquica que condiciona o trabalho ao capital.
Oautor, então, realiza um levantamento conceitual e histórico sobre o metabolismo social, e conseqüentemente, do capitalismo.
Aponta que na atualidade sua continuidade, vigência e expansão não podem mais ocorrer sem revelar uma crescente tendência de crise estrutural que atinge a totalidade de seu mecanismo.

CAP2: DIMENSÕES DA CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL

Inicia apontando as característicasque levaram o capitalismo, nos anos 70, a apresentar problemas. A denominada crise do fordismo e do keynesianismo era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo; ela exprimia uma crise estrutural do capital. Era também a manifestação, tanto do sentido destrutivo da lógica do capital, quanto da incontrolabilidade do sistema de metabolismo social do capital, que acaba por desencadearo desmoronamento do mecanismo de “regulação” vigente (Welfare State).
Como resposta a crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico e político de dominação (Neoliberalismo, privatização do Estado, desregulamentação dos direitos do trabalho); seguido de um processo de reestruturação da produção e do trabalho.
Este período caracterizou-se, também, poruma ofensiva generalizada do capital e do Estado contra a classe trabalhadora e contra as condições vigentes durante o período keynesiano.
Ressalta-se que nos países periféricos a reestruturação produtiva deu-se nos marcos de uma condição subalterna. A lógica destrutiva deste processo, ao recompor e reconfigurar a divisão internacional do sistema do capital, traz como resultado a desmontagem deregiões inteiras que estão sendo, pouco a pouco, eliminadas do cenário industrial e produtivo, derrotadas pela desigual concorrência mundial.
Em meio à destruição das forças produtivas, da natureza e do meio ambiente, há também, em escala mundial, uma ação destrutiva contra a força humana de trabalho, que tem enormes contingentes precarizados ou mesmo à margem do processo produtivo, elevado aintensidade dos níveis de desemprego estrutural.
Logo, a lógica que conduz essas tendências acentuou os elementos destrutivos, cujos mais nefastos são dois: a destruição e/ou precarização, sem paralelos em toda era moderna da força humana que trabalha; e a degradação crescente do meio ambiente.
Conclui, então, que o desemprego em dimensão estrutural, precarização do trabalho de modoampliado e a destruição da natureza em escala globalizada tornaram-se traços constitutivos dessa fase da reestruturação produtiva do capital.

CAP3: AS RESPOSTAS DO CAPITAL À SUA CRISE ESTRUTURAL

Coloca que as modificações ocorridas, a partir dos anos 70, trouxeram fortes repercussões no ideário, na subjetividade e nos valores constitutivos da classe-que-vive-do-trabalho, mutações de ordensdiversas e que, no seu conjunto, tiveram forte impacto.
Apresenta uma síntese da transição do modelo taylorista e fordista (produção em massa de mercadorias, de forma homogênea e verticalizada; o trabalho era parcelar, fragmentado e cronometrado, etc.) para as novas formas de produção e acumulação flexibilizadas.
Salienta que um elemento decisivo para a crise do fordismo foi o ressurgimento deações ofensivas do mundo do trabalho e o conseqüente transbordamento da luta de classes. Com a derrota da luta operária pelo controle social da produção, estavam dadas as bases sociais e ideo-políticas para a retomada do processo de reestruturação do capital, num patamar distinto daquele efetivado pelo taylorismo/fordismo.

CAP4: O TOYOTISMO E AS NOVAS FORMAS DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL

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