Aborto

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  • Publicado : 10 de outubro de 2011
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O tema comporta uma análise sob vários aspectos: aspectos éticos, morais, aspectos científicos, jurídicos, teológicos e sobretudo aspectos políticos. Discutir sobre o início da vida, quando começamos a existir, se a mulher como dona de seu corpo tem direito de abortar, se o nascituro tem direitos etc são aspectos já bastante discutidos.
Que o início da vida começa na concepção já é pacífico eaceito pelos defensores da vida, pela ciência e até mesmo pelos que defendem a legalização do aborto. A afirmação de que a mulher é dona de seu corpo e, portanto, teria direito a abortar, também não tem sentido quando se reconhece que o feto é um outro indivíduo e não faz parte do corpo da mulher.
Por isso, apreciarei o tema sob o aspecto político, muito pouco debatido e quase nunca apresentado emdebate público. Tendo em vista que o ambiente universitário propicia esse tipo de abordagem, nos pareceu oportuno apresentar o que está por trás da legalização do aborto sem nos preocupar em analisar os aspectos jurídicos, o ponto de vista religioso ou mesmo conceitos biológicos relacionados ao início da vida humana.
O problema da legalização do aborto se insere num contexto bem mais amplo que asimples discussão desses aspectos.
Para entendermos a problemática da legalização do aborto é necessário que examinemos a política internacional de controle de população, uma nova forma de colonialismo que os países do norte - países ricos - querem impor aos países do sul - aos países pobres. Como sabemos a “onda” de legalização do aborto, como da esterilização, como da contracepção, do casamentode homossexuais, da educação sexual hedonista faz parte de um “pacote” de medidas imperialistas que querem impor a nossos filhos, não é fato isolado e não se restringe ao Brasil e nem à América do Sul. É importante examinarmos aqui o que está por trás de tudo isso.
“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução dotamanho da família.
“... devemos mostrar nossa ênfase no direito de cada pessoa e casal determinar livremente e de maneira responsável o número e o espaçamento de seus filhos e no direito de terem informações, educação e meios para realizar isso, e mostrar que nós estamos sempre interessados em melhorar o bem-estar de todos” (Idem pág. 22, § 34).
“Há também o perigo de que alguns líderes dospaíses menos desenvolvidos vejam as pressões dos países desenvolvidos na questão do planejamento familiar como forma de imperialismo econômico e racial; isso bem poderia gerar um sério protesto” (Idem pág. 106).
“Prestar serviços de planejamento familiar integrados aos serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria aos EUA a combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais interessados emlimitar o número de pessoas dos países menos desenvolvidos do que em seu futuro e bem-estar (NSSM 200 pág. 177).
“A AID estimule campanhas específicas a fim de desenvolver meios de educar as crianças de idade escolar primária a abraçar o ideal de família de dois filhos”... (idem, pág, 159).
“A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento demaior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Esses países são Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia (grifo nosso, pág. 14/15, § 30).
Quanto ao aborto diz o documento:
Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos:
- nenhum país já reduziu o crescimento desua população sem recorrer ao aborto.
- As leis de aborto de muitos países não são estritamente cumpridas e alguns abortos por razões médicas são provavelmente tolerados na maioria dos lugares. É sabido que em alguns países com leis bastantes restritivas, pode-se abertamente conseguir aborto de médicos, sem interferência das autoridades.
... Sem dúvida nenhuma, o aborto legal ou ilegal, tem...
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