Aborto

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  • Publicado : 18 de março de 2012
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Autor: José Manuel Ribeiro Marinho
josemarinho7@yahoo.com.br
O ABORTO
Tenho uma enorme dívida de gratidão com os vários cristãos que escreveram acerca deste assunto, que me concederam fantásticas ideias para que eu as pudesse colocar neste livro. Gostaria aqui de agradecer a muitos dos meus amigos e colegas, que me deram óptimos feedbacks e me incentivaram a colocar no papel, aquilo, que eu iafalando e defendendo diariamente.
Também devo expressar o meu apreço a todos os professores que eu tive durante quatro anos no Seminário Teológico Baptista em Queluz /Portugal.
Muito obrigado a todos aqueles que vão ter a paciência de ler este livro, e o meu desejo, é que no final de lerem, possam sentir o mesmo que eu sinto acerca deste tema.

INTRODUÇÃO

Decidi escrever este livro comeste tema, uma vez que sexualidade, erotismo e aborto são assuntos na ordem do dia, por toda a parte e em todos os meios. A imprensa dá-lhes lugar de relevo; discutem-se em reuniões e, de simples assuntos de conversa, transformam-se quase em obsessão.[1] O meu desejo é de fazer conhecido, de modo franco, prático e simples, o que penso sobre o assunto, e também demonstrar que as minhas pressuposiçõesfazem sentido com as Escrituras Sagradas.
Pretendo, como crente em Cristo, afirmar a minha posição em relação ao aborto, e mostrar também o meu descontentamento no que respeita a certas opiniões favoráveis à prática do mesmo.
Ponho aqui em causa a consciência de cada um que o pratica, pois é impossível esquecer que milhares de vidas humanas são afectadas anualmente pelas decisões que conduzemao aborto, existindo até mesmo na própria Constituição Portuguesa uma Lei que permite tal atrocidade.
O direito à vida deve estender-se por todas as vidas humanas, até mesmo as vidas ainda em fase de formação.
O aborto não é um tema que geralmente tratamos de forma franca e compreensiva. Antes, ele é considerado um assunto tabu como tantos outros. Mas o aborto não deve ser tratado como umassunto tabu, ao contrário, ele merece ser abordado sem obstáculos, de forma a que se mostre ao mundo inteiro os seus podres, com a finalidade de abrir os olhos e a mente aos que, nos dias de hoje, infelizmente praticam ou são a favor da prática do aborto.
A palavra aborto já não assusta mais a maioria das pessoas vivas neste planeta. Houve tempo quando essa palavra era sinónimo de ódio edesrespeito à vida, quando lábios humanos a pronunciavam como crime e quando só os homens de comportamento não humano ousavam usá-la como uma alternativa para os problemas relacionados à gravidez indesejável.
Hoje em dia muitos países no mundo liberaram o aborto e milhares de pessoas o praticam. O aborto já se constitui numa das mais sérias epidemias que acometeram a sociedade humana. Tem morto mais queas guerras e homicídios. Tem destruído mais do que o violento trânsito das ruas das grandes cidades. Tem ceifado mais vidas do que o cancro.
Infelizmente, ao contrário do que se fez em relação a tudo quanto tenta destruir a vida humana, não se tem enviado esforços no sentido de se desenvolver uma “repressão” a tais crimes e não se tem tratado o problema como os tantos outros que constituemameaça à vida.
A sensação que se tem é que a defesa do homem e de alguns dos seus direitos, por mais justos que sejam, não passa de um modismo social e irracional por parte dos seus defensores. Irracional não no sentido de que a causa em defesa não seja justa, mas sim em relação à total destituição de base filosófica e ética na profunda análise do problema. Por isso, de facto, algumas das bandeiraslevantadas e alvoroçadas em aceno aos direitos do homem não passam de um modismo humanista e irracional, apesar de que a causa seja justa. É por essa razão que a questão do aborto não tem sido levantada e defendida nessa época de tanto “interesse” nos direitos do homem. A denúncia da prática do aborto não entrou na moda. Na onda, sim, já começou a entrar a defesa da sua prática. Tudo isso feito...
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