O deficiente auditivo e sua inclusão na escola

Páginas: 23 (5750 palavras) Publicado: 30 de abril de 2013
1 INTRODUÇÃO

A criança que ouve aprende e convive com a língua utilizada por sua família, favorecendo a aprendizagem e seu desenvolvimento. A criança com deficiência auditiva não têm esse aprendizado, principalmente quando os pais são ouvintes. As crianças deficientes auditivas permanecem então, aprendendo a “linguagem” de forma fragmentada e incompleta sem passar muitas vezes da fase dedecodificação de mensagens. O aprendizado da Língua Brasileira dos Sinais – Libras proporciona o domínio que a criança deficiente auditiva precisa para o alcance da aprendizagem e a compreensão de mundo de que ela precisa para inserção na escola regular. Entretanto a inclusão escolar para portadores de necessidades especiais muitas vezes não passa de uma proposta educacional “sugestiva”. Este trabalhovisa apontar e descrever aspectos físicos, sociais e educacionais relacionados à criança deficiente auditiva.



















2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 HISTÓRIA DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA


Desde a antiguidade, havia exclusão de pessoas deficientes entre a sociedade, muitas vezes chegavam ao extremo de matar as crianças que nasciam com algum tipo de necessidadeespecial, e crianças surdas eram grandes alvos dessa atitude. (Hoemann, Harry 1983)
Na antiguidade chinesa os surdos eram lançados ao mar. Os gauleses os sacrificavam ao deus Teutates. Em Esparta os surdos eram jogados do alto dos rochedos. Em Atenas eram rejeitados e abandonados nas praças públicas ou nos campos. (Hoemann, Harry 1983)
A surdez era confundida com a mudez, pois para asociedade se não há fala, não tem como desenvolver Inteligência (pensamento), por isso que os surdos eram rejeitados pela sociedade, sacrificados como oferendas a deuses, atirados ao mar ou do alto de penhascos e rochedos, considerados pessoas “vazias”, sem almas. Aristóteles falava que a linguagem era o que dava condição de humano ao indivíduo. Para os Romanos, os surdos que não falavam não tinhamdireitos legais, não podiam fazer testamentos e precisavam de um curador para todos os seus negócios. Eram considerados incapazes de gerenciar seus atos, perdiam sua condição de ser humano e eram consideradas pessoas retardadas. (Hoemann, Harry 1983)
A igreja católica até a Idade Média acreditava que os surdos não tinham almas, por isso, não poderiam ser considerados imortais porque essescidadãos não podiam falar em sacramentos.
No Brasil até o final do séc. XV os surdos eram considerados ineducáveis, por isso estavam marginalizados da sociedade e sua sobrevivência era baseada na caridade pública (o que significava uma minoria da população). Na Bíblia Sagrada é possível perceber que os familiares do sacerdote Zacarias se comunicavam com ele por meio de sinais: “E perguntavam poracenos, ao seu pai, como queria que o chamasse.” (Lc 1, 61).


Isso tudo até que se percebeu que o surdo tinha a capacidade de aprender a se comunicar tanto por língua falada quanto por língua de sinais. Desde então surgiram quatro filosofias de ensino: Língua de Sinais, Oralismo, Bilingüismo e a filosofia da Comunicação Total.
No Brasil, o personagem principal da história dos surdos não éum brasileiro e sim um francês. Eduard Huet nasceu em 1822 e aos 12 anos ficou surdo. Sua família pertencia à nobreza daquele país. Huet se formou professor e emigrou para o Brasil em 1855. Apoiado por D. Pedro II, ele fundou, no dia 26 de setembro de 1857, o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, hoje chamado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Começou alfabetizando sete criançascom o mesmo método do abade L’Epée. Essa foi a primeira escola a aplicar a língua de sinais na metodologia de ensino.
Atualmente a INES é uma escola que alfabetiza 600 alunos distribuídos em ensino regular (educação infantil, fundamental e médio), educação de jovens e adultos e cursos profissionalizantes. Suas aulas são ministradas em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e o Português é...
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