Resumo Zizek - Contra Os Direitos Humanos

Páginas: 5 (1210 palavras) Publicado: 7 de agosto de 2013
ZIZEK, Slavoj. “Contra os Direitos humanos”. New Left Reveiw, edição 34, 2005.

O texto se inicia com claro objetivo enunciado: contrário aos direitos humanos. Para isso, Zizek analisa 3 suposições das invocações aos direitos humanos pelas sociedades liberal-capitalistas. Primeiro, em oposição a um fundamentalismo naturalizado, mas pelo próprio olhar do ocidente, fazendo parte do imaginárioeuropeu atual, combatem o que seria o seu próprio legado histórico descontrolado.
Esse olhar deplorável ao outro, que lê traços fundamentalistas (violência étnica, intolerância religiosa, e uma fixação em traumas históricos) faz parte de uma introdução objetivada, a de transformação em Estado-nação. O autor visa mostrar que essa essencialização fundamentalista dos traços contingentes é umacaracterística da democracia liberal-capitalista, que os conflitos etno-religiosos pseudo-naturalizados são a forma que mais se ajusta ao capitalismo global.
A segunda invocação supõe liberdade de escolha e direito a prazer. Sobre a liberdade de escolha, o autor mostra que ainda que seja dada formalmente a liberdade para se escolher, as condições para que ela seja feita não a tornam livre. Zizek é muitorigoroso com a questão da liberdade, e chama de pseudo-escolha um dos problemas fundamentais do liberalismo. O problema da pseudo-escolha também demonstra os limites das atitudes liberais padrão em relação às mulheres muçulmanas que usam o véu, o problema está na decisão de usá-lo, pois assim apresentam publicamente o pertencimento substancial. A questão se apresenta na tolerância. O espaçopúblico é intolerado em detrimento do privado, um privado que é parte da ideologia liberal, que é hegemônica e ocidental: violenta e desenraiza diversidades culturais. Pode-se dizer que a cultura hegemônica liberal possui um véu que esconde, por trás dos discursos de tolerância e direitos universalistas, os dispositivos de dominação desses discursos nacionalistas e “libertadores”. Vê-se que, quando setrata de questão de pertencimento substancial, o discurso é voltado a uma narrativa que cria um fundamentalismo, percebido e criado pelo próprio ocidente.
A tolerância somente a uma diferença não apresentada publicamente, na verdade, não ameaçadora da hegemonia cultural nacionalista. A noção de “livre escolha” é ideológica na democracia capitalista, é central para a ideologia liberal.
“Oliberalismo é uma doutrina (desenvolvida desde Locke até Hayek) que se materializa em rituais e aparelhos (liberdade de imprensa, eleições, mercado etc.) e atua na (auto-)experiência ”espontânea” dos sujeitos como “indivíduos livres”.” (Zizek, introdução de ‘Um Mapa da Ideologia’, Contraponto, 2010).
É aí o ponto, do Liberalismo, e da pseudo-escolha, lida como espontânea.
Quanto ao direito ao prazer,o autor discute a política do gozo, o que seria o direito ao prazer pregado pelo ocidente, em confronto a proteção dos corpos, simbolizado pelo uso obrigatório do véu, por parte do Islã. Este embate, entre um ocidente liberal-tolerante e um Islã-fundamentalista, é marcado por específicas abordagens disciplinares estritas. Os “fundamentalistas”, como lê-se partindo do ocidente, regulam aauto-exibição feminina dos corpos, como forma de proteção da dignidade e prevenção das provocações sexuais. Já os liberais feministas politicamente corretos, que toleram e defendem a exibição dos corpos, regulam de forma tão severa o comportamento, como forma de conter assédio. Ambos os lados mistificam ideologicamente e moralmente suas posições.

A atitude liberal é marcada pelo respeito à alteridade,assim como pelo medo da proximidade com o outro. Então, este respeito à alteridade é mistificador, é posto como uma liberdade de escolha, porém ilusória, pois a intolerância à abertura a alteridade. O que se chama de espaço privado é, aos liberais, mais significativo do que o público. A partir daí cria-se um medo obsessivo do assédio, da abertura à diversidade de fato. É por isso que Zizek...
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