Resenha Apologia da História: ou O Ofício do Historiador- Marc BLOCH

Páginas: 5 (1239 palavras) Publicado: 27 de fevereiro de 2014
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
JÚLIO DE MESQUITA FILHO
Campus de Marília






Análise da obra “Apologia da História: ou O Ofício de Historiador”







ALESSANDRA OLIVEIRA DE JESUS





Marília – SP
Fevereiro de 2014
ALESSANDRA OLIVEIRA DE JESUS








Análise da obra “Apologia da História: ou O Ofício de Historiador”






Análise da obra de Marc Bloch“Apologia da História: ou O Oficio de Historiador”, devidamente recortado, apresentado à Instituição Unesp – FFC de Marília, como parte da disciplina de Introdução à História do curso de CIÊNCIAS SOCIAIS.
Docente: Jean Menezes


Marília – SP
Fevereiro de 2014
RESUMO

O livro “Apologia da História: ou O Ofício de Historiador” é uma obra escrita por Marc Bloch durante a Resistência Francesana Segunda Guerra Mundial interrompida pelo fuzilamento do autor em 1944. Publicado por Lucien Febvre em 1949, a obra se baseia nos princípios da escola dos Annales. Princípios esses que dizem que a história deve problematizar o assunto tratado exaltando os fatos concretos, não suas origens, mas sim as consequências diretas e em logo prazo na história do homem.

Introdução

Marc Bloch nasceuna França em 1886 e morreu em 1944 fuzilado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, antes de concluir o livro aqui analisado. Participou ativamente na Primeira Guerra Mundial entre 1914 e 1918, e juntamente com Lucien Febvre fundou a Revista dos Annales, que propunha ir além da visão positivista da história como crônica de acontecimentos substituindo o tempo breve da história dosacontecimentos pelos processos de longa duração, com o objetivo de tornar inteligíveis a civilização e as “mentalidades”. Iniciam os estudos acerca da História das Mentalidades, problematizando os seus acontecimentos, não se atendo apenas aos fatos.
“Os homens parecem mais com sua época do que com seus pais” (BLOCH, p. 7, 1929). Os homens da época de Marc Bloch sofriam grande influência do darwinismo.Viam o movimento da história a partir de uma linearidade com tendência evolutiva. Uma corrente de pensamento que se limitava a perceber apenas as mudanças da população e não da mudança do indivíduo. Porém, as sociedades são dinâmicas, elas sofrem a ação do tempo, da sua geografia, da sua cultura. E embora todos estejam inseridos numa história global, é inegável que tenham realidades distintas. Nessesentido, Bloch propõe uma concepção de história que não se nega como ciência e não se define apenas por seus objetos, mas também por seus métodos. Busca desconstruir a escola historiográfica positivista que tinha a história baseada em documentação, o que se mostrava limitada para Bloch, que acreditava que os relatos individuais também eram válidos para a construção de um tempo histórico. Criaentão um novo método que seja interdisciplinar, pela inclusão de um paradigma que não se restringisse a fatos, datas e heróis, mas a problematização. Por um estudo da sociedade dentro da história e o indivíduo como seu sujeito. Abandonando então a perspectiva de “ciência do passado” e adotando a “ciência dos homens no tempo”.
Em parceria com Marc Bloch, Lucien Febvre teve uma papel fundamental naconstituição de um novo modelo de historiografia, onde definiram-se as características de uma abordagem da história que se tornou conhecida como História das mentalidades, a qual, de forma sistematizada, analisa os sentimentos e costumes dos povos em determinado período histórico, baseando-se no principio de “tempo longo”, quando esses hábitos se transformam de maneira lenta ao longo dos tempos.Lucien Febvre inicia seus estudos acerca desse tema a partir do questionamento: “Haveria uma mentalidade coletiva?”, questiona se existiram modos de pensar que fossem comuns a uma figura específica como Cristovão Colombo, por exemplo, e ao mais humilde marinheiro de suas caravelas. Influenciados pela História das mentalidades Bloch e Febvre publicaram, consecutivamente, “Os Reis Taumaturgos” em...
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