FINANCIAMENTO EDUCACIONAL INFANTIL

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O Financiamento da Educação tem sido alvo de questionamentos. No Brasil, até o início do século XX, o tratamento dispensado às crianças, particularmente de setores de baixo status socioeconômico e de famílias trabalhadoras, era a visão da assistência social. De certa forma, um misto de assistencialismo e problema de saúde pública. Na década de 1960, século passado, o percentual feminino no mercado de trabalho e a visão que a mulher era apenas para trabalhar em casa e cuidar dos filhos ganha uma nova roupagem, mas ainda o poder público não dava prioridade a uma política pública permanente para a educação infantil.
Entretanto, se a lei estabelecia os direitos, os custos pagos pela sociedade através dos impostos e gerenciados pelo poder público foram considerados elevados. Num contexto de ajustamento e reformas econômicas baseadas na diminuição do Estado, na desregulamentação e diminuição dos gastos públicos típica dos anos 90 do século XX, a educação infantil viu-se relegada a um plano secundário.
Apesar de mais de um século de história, a Educação Infantil era vista como cuidado e educação extradomiciliar, apenas nos últimos anos é que vem deixando de ser constituída como caridade, sendo reconhecida como direito da criança, das famílias, como dever do Estado e como a primeira etapa da Educação Básica. Entretanto, os obstáculos do financiamento são enormes, mas é possível constatar uma evolução do atendimento a Educação Infantil ao longo dos últimos anos.
A marca assistencialista presente nas origens instituições da educação infantil são consequências do retrato do preconceito, de desqualificação e dominação das pessoas pobres, onde um discurso filantrópico encobria as práticas disciplinadoras; a educação física e moral para produzir personalidades adaptadas, obedientes e produtivas, sendo os considerado como pré-requisito para a normalidade nesta fase. O preconceito é legitimado pela ciência, à medida que afirma que tudo o que é divergente da classe dominante é

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