Escola dos Annales

1037 palavras 5 páginas
O autor trata da crítica por parte de historiadores em relação à maneira como o conhecimento histórico era produzido, propondo novos critérios que buscariam uma interdisciplinaridade entre as ciências humanas, permitindo assim a ampliação da visão do homem pelos historiadores. Até o século XVIII a história era apresentada como a dos feitos dos grandes homens, se limitando a descrever guerras e política. A partir daquele século, durante o Iluminismo, ocorreu a contestação a essa forma de se escrever a história, quando então um grupo de estudiosos passou, sob uma perspectiva mais humanista, a se dedicar e se preocupar com as leis, o comércio, a moral e os costumes das sociedades. Preocupação esta com a história cultural e a história do povo, ao contrário da superficialidade da história positivista, que procurava retratar de forma neutra uma respectiva realidade a partir de seus fatos, porém sem analisá-los em todas as suas dimensões. As revistas profissionais do final do século XIX se limitavam a história dos eventos políticos. Nesse mesmo século, houve historiadores que discordaram dessa visão limitada da história: Burckhardt, que interpretava que na história havia uma forte interação do Estado, da Religião e da Cultura, e Michelet que defendia um aprofundamento na visão da perspectiva das classes subalternas, algo até então pouco realizado. Historiadores econômicos como Gustav Schmoller, fundador e líder da revista histórica social e econômica alemã, se mostraram os maiores opositores da história política. As críticas à história política foram se acirrando com o passar do tempo e a "Nova História" passava a contar com outros profissionais: sociólogos, economistas, antropólogos e psicólogos. Até alguns historiadores que resistiam à Nova História, ainda se mantendo em sua concepção política, abriram suas mentes a realizar uma história mais abrangente, como foi o caso de Ernest Lavisse, editor geral da História da Franca, cuja

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