Distúrbios alimentares: doença ou sintoma?

Páginas: 5 (1116 palavras) Publicado: 18 de setembro de 2014
Distúrbios alimentares: doença ou sintoma?

“Diariamente, a mulher gorda morre uma série
de pequenas mortes” – Shelley Bovey

Nos últimos anos, o mundo inteiro tem voltado suas atenções para os distúrbios
alimentares, que são cada vez mais frequentes na sociedade.
Talvez impulsionado pelos padrões de beleza midiáticos, e também pelo acesso
facilitado a todos os tipos de alimentoshipercalóricos, sem falar na vida moderna que
prima pelo sedentarismo, principalmente após o advento da internet, houve um aumento
considerável nos diagnósticos de anorexia e bulimia, bem como aumento dos índices de
obesidade, que já é considerada epidemia mundial.
Muito embora as preocupações com tais distúrbios tenham se elevado, pode-se
observar que os tratamentos convencionais não estão surtindoefeito, haja vista que os
casos aumentam exponencialmente, e há grande falta na adesão aos tratamentos
preestabelecidos.
Essa situação pode significar que, apesar do interesse em ajudar tais pessoas,
talvez a abordagem utilizada não seja a mais adequada, pois, embora a oferta de opções
de tratamento dos sintomas comuns dessas doenças tenha aumentado, os sintomas mais
relevantes permanecem semauxílio, pois que são consideradas as doenças propriamente
ditas.
Comumente, o tratamento dos distúrbios alimentares tem como foco o alívio e
cura de sintomas como inapetência, atividades físicas em excesso, farras alimentares,
vômitos provocados, sedentarismo, falta de saciedade alimentar etc., mas não são todos
os casos para os quais esses tratamentos convencionais e padronizados surtemefeito e,
mesmo para estes, há muitos lapsos e recaídas. Isso talvez ocorra pelo fato de que se
tratam estes sintomas, que são os mais evidentes, mas os sintomas mais sutis, mais
subjetivos, permanecem ignorados, ainda que visualmente bem identificáveis, ou seja,
não é levado em consideração que essas doenças (bulimia, anorexia, obesidade) podem
não ser o principal foco de atenção, mas apenassintomas graves da real doença que
ainda não foi diagnosticada.
No que tange à obesidade, por exemplo, há opção de diversas ofertas para perda
de peso através de reeducação alimentar, programas de atividade física, prescrição de
medicamentos e, mais radicalmente, tratamento cirúrgico de diferentes tipos, porém
nem sempre o sucesso é alcançado e, em muitos casos, quando há a reduçãosatisfatória
de peso, ocorre também o vício em outras substâncias como álcool, drogas etc., ou seja,
substitui-se a compulsão, o vício pelo alimento por outros tipos de vícios.

Surge então o questionamento: está realmente sendo tratada a raiz do problema,
ou somente está sendo feito um trabalho paliativo até que o individuo encontre outra
válvula de escape para aquilo que realmente o aflige?

Existeum preconceito velado contra a obesidade. Na verdade, dificilmente os homens o
sentem. Podem ser gordas inteligentes ou ricos ou oferecerem tantos outros atrativos.
Quem sofre o problema com maior intensidade são as mulheres. As mulheres gordas. O
leitor pode se escandalizar com o uso da palavra gorda. Os eufemismos mais comuns
são: cheinha, forte grande e, o mais ousado, gordinha.Geralmente, acham que a gorda (odeio a palavra obesa) não tem força de vontade.
Nem caráter. Nem vergonha na cara. A gorda é um pária; o excesso de peso, um divisor
de águas. O próprio adjetivo é um palavrão. Ninguém se importa com o sofrimento ou
com a humilhação da gorda. Acham que ela é gorda porque quer.
Observem o olhar triste das moças gordas varrendo as vitrines da moda. Os figurinos
são paraas magras. Alguns vendedores ainda informam sem se alterar:”Aqui é só para
pessoas normais, madame”. E a gorda se afasta engolindo o ultraje. Restam-lhe as
lojas especializadas ou as costureirinhas de bairro. Para mim, anormal é o tratamento
do vendedor.
A obesidade é democrática, não faz diferença de classe. Há gordas ricas e gordas
pobres. Todas sentem a mesma reprovação silenciosa da...
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