O uso do crack: um problema social restrito às metrópoles?

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  • Publicado : 8 de maio de 2013
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1. RESUMO


Onde há crack, há violência e desperdício de vidas, por isso, é preciso compreender esse problema social e buscar meios de vencer a guerra contra as drogas, este é o objetivo deste estudo, enfatizar os entorpecentes suas conseqüências e a necessidade de se combater esse mal social tão presente em nossa sociedade, além de ressaltar as mudanças sociais e outros fatores quecontribuíram para o aumento do uso do crack, tanto nas grandes metrópoles, quanto nas pequenas cidades, porque o uso deste é uma desgraça que atinge boa parte do nosso país.





















2. INTRODUÇÃO

Os segmentos sociais, apesar da preocupação com o mundo dos entorpecentes, a conscientização por parte de instituições públicas e outros recursos, para combater o mundo dasdrogas, não tem conseguido diminuir o avanço e o crescimento do número de usuários do crack, especialmente nas grandes metrópoles.
O estudo aqui realizado, nos faz refletir sobre o que representa o crack em nossa sociedade, como o assistente social pode contribuir para a diminuição desse problema, que vem crescendo assustadoramente com o processo de urbanização e os vários problemas trazidos com omesmo.
O usuário sofre, a família se desgasta, a violência urbana aumenta, enfim, o uso do crack é um dos maiores problemas enfrentados hoje em dia na sociedade.



















3. DESENVOLVIMENTO

O uso do crack causa dependência química e conduz o usuário a buscar meios de obtê-la sem se importar com as consequências. Furtos, atos violentos, agressão familiar,prostituição e outras ações são características do dependente, que passa a viver em função desse vício.
A população, não consegue esconder o medo e a falta de segurança, por causa das drogas, pois esta, leva o indivíduo a ter atitudes inconsequêntes que vão desde pequenos furtos a cometer assassinatos, porque um indivíduo drogado, não responde pelos seus atos.
A sociedade é omissa, os poderes públicospossuem muitos projeto, cujos são ainda muito teóricos, com isso, o usuário de droga continua excluído, causando pânico e sendo enxergado como marginal. A exclusão social contribui para o aumento do uso de drogas, pois, o drogado não tem chance dentro da sociedade, não consegue emprego, muitas vezes vive nas ruas, enfim, não tem aquilo que é considerado essencial a qualquer ser humano par tercondições de vida digna. Falta investimentos por parte do estado para aquilo que o usuário mais necessita para se tratar e buscar novos caminhos, muitos podem até sentir vontade de se libertar, mas, não encontram apoio e condições de atendimento na sociedade e acabam se entregando ao mundo do crack, por sentir-se rejeitado.
Segundo Sapori não há uma política nacional de saúde pública para acolher odependente químico que queira se tratar. Ao mesmo tempo, não há mecanismos para aqueles que necessitam de uma internação involuntária. Não temos hospitais onde um dependente químico possa se tratar gratuitamente.
MILLIET (1962) afirma que:
O processo de urbanização foi se intensificando, com ele, a falta de saúde, educação, moradia, enfim, a pobreza foi também aumentando, a partir daí, surgem osnovos conflitos sociais nas grandes metrópoles, que se tornaram difíceis de serem resolvidos.



Em 1990, São Paulo foi o pivô da expansão do crack e de seu consumo, que em menos de dois anos, a droga alastrou-se como uma epidemia e tornou-se a mais utilizada nas periferias e hoje em todas as cidades brasileiras. Várias mudanças ocorreram no país e essas tranformações trouxeram benefíciose malefícios como tudo que acontece na sociedade.
Em 1900, menos de 10% da população brasileira morava em áreas urbanas, e apenas quatro cidades brasileiras possuíam mais que 100 mil habitantes. Mas,com o processo de industrialização em meados do século XX, a urbanização se intensifica e, já na década de 1960, a população passa a ser majoritariamente urbana, alcançando a marca de 81% em...
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