O turista aprendiz

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  • Publicado : 23 de novembro de 2012
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O turista aprendiz
Mário de Andrade viaja ao nordeste com intuito de pesquisar a fundo a cultura nordestina. Viagem que inicia em vinte e sete de novembro de 1928e termina em fevereiro de 1929.Passando pelo Rio de Janeiro, mas a primeira cidade do nordeste visitada foi Salvador, uma visita breve, onde se encanta com a arquitetura extravagante da cidade e com o fato das pessoas andarem a pé fazcrítica mais uma vez ao povo carioca pela quantidade de carros e o hábito de andar somente de automóveis, fica triste com a partida. De volta a bordo conhece Laura Moura por quem se encanta.
Umarápida estadia em Maceió passeia e conhece a Chegança, uma dança típica, faz crítica ao povo local que não reconhece o valor cultural e só quer saber de festa, parti, mas com intenção de voltar paraconhecer melhor a cidade.
“Quando chega a Great Western Mário de Andrade se depara com uma cidade bem rural onde a pobreza e total falta de urbanização espantam e incomodam até mesmo os própriosnordestinos como se vê no trecho:” (...) Eu já tenho uma olaria dentro por dentro, (...) Se poeira se exportasse, nordeste não tinha crise não! Era São Paulo “Pág. 203.
No dia quinze de dezembro, chega aNatal onde passa alguns dias já tem um contato com o “coco” que é um ritmo local. Ainda em Natal, descreve a cidade como organizada, digna de ser a capital do estado, porém apesar de gostar da cidade, nãodeixa de lembrar que não gosta de viajar como mostra o seguinte trecho: “Não atravanco a paisagem, não tenho obrigação de ver coisas exóticas... Estou vivendo a vida de meu país...” pág. 207.
Máriode Andrade faz uma comparação com o caju, a fruta e a economia que gira em torno dela, é uma crítica a exploração do meio ambiente, a exploração da mão de obra, a falta de preocupação com a classetrabalhadora, que não é lembrada, pois a distância entre ricos e pobres é tamanha que termina numa cegueira cômoda. Como se pode ver no trecho a seguir: “ E ainda, insistindo na conceitualidade...
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