O semeador

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A ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ NOS LEGA O DIÁRIO CATÓLICO MAIS ANTIGO DO BRASIL.

Profª. Drª. Irinéia Maria Franco dos Santos
Givaldo Afonso da Silva
UFAL
O SEMEADOR

Em 1913 nascia na Rua da Alfândega, atual Sá e Albuquerque em Jaraguá na capital alagoana o primeiro diário católico do Brasil, O Semeador que em 02 deMarço de 2013 estará completando 100 anos de sua natividade. Por ser um dos jornais mais antigos do estado vem sendo consultado como fonte de pesquisas por intelectuais que atuam nas diversas áreas da comunidade acadêmica.
Durante um século o semeador trouxe contribuições significativas sendo indispensável sua consulta, pois através dele podemos identificar: golpes, tramas, assassinatos por mando,padres por traz das grades. Religião e política se confundem, pois clero e políticos estão emoldurados no mesmo contexto. A igreja estava ligada as facções políticas mais influentes, e muitas das vezes era o fator religioso que determinava a vitória desses partidários traduzindi-se numa perseguição ferrenha ao comunismo.
A intencional demonização do comunismo pela igreja se traduz em consequênciasgravíssimas para a sociedade civil, pois a massa operaria era considerada pela igreja segundo Santos, uma praga moderna, bárbaros modernos armados de foice e martelo.
Essa tendência fazia com que os trabalhadores e a comunidade civil no geral sofressem excomunhão, prisão, deportação e até mesmo a morte. Segundo o semeador a ação predatória do comunismo que vivia sob espreita nos porões dapátria já não era mais uma questão política, pois era a alma da pátria que queriam aniquilar. Em vista de tudo isso igreja e governo se encontravam em guerra contra o comunismo, visando a qualquer momento uma insurreição, os quartéis viviam antenados, orientados e equipados para combater o mal advindo da Rússia atéia.
Todos os lideres da igreja católica alagoana do século XX Merecem destaques, mas temalguns que se sobressaem, como é o caso de Dom Adelmo, que combatia a ferro e fogo o comunismo, mas ao mesmo tempo protegia os padres e leigos de esquerda atingidos pela repressão.
Essa facção de esquerda da igreja faz com que surgissem os movimentos de base (MEB), que vão ganhar acentuada importância na gestão episcopal de Dom Helder Câmara, considerado como o bispo das massas. Segundo o Pe.Manoel Henrique, reproduzindo o sermão de posse de Dom Helder no Recife que diz: “Visitarei os palácios, os quartéis e os sindicatos. Até hoje esse bispo é considerado santo pela comunidade civil e eclesiástica, por causa da sua postura e envolvimento com todas as camadas da sociedade, entretanto com um maior envolvimento com as menos abastadas.
Vemos pelas paginas do semeador que as relações doclero brasileiro com o os governos federal e estadual eram bem amplas, dando-nos a clareza de que o catolicismo do Brasil e de Alagoas era um catolicismo politizado e hierarquizado e que não era as comunidades menos abastadas seu foco de relações. Isso fica claro quando fazemos uma análise da gestão episcopal de Dom Adelmo Machado e seu apoio aos políticos de direita, e ainda as várias viagens feitaspelos bispos conciliares do Brasil e de Alagoas, sendo financiadas pelo Marechal Castelo Branco então Presidente do Brasil.
Nos moldes do comunismo surge no seio da igreja um movimento de esquerda, a teologia da libertação, que em meio a toda ação repressora da igreja e do estado veio para incomodar. Sendo um movimento que se envolveu diretamente com as massas, provocandopreocupações as facções conservadores da igreja que segundo Pe. Henrique em um dos artigos editados no semeador diz o seguinte:
(...) o Papa João Paulo II, em nove de abril de 1986, profere as cuidadosas palavras, conforme artigo de Dom Angélico Sândalo: “Deus nos ajude a velar incessantemente para que aquela correta e necessária teologia da libertação se desenvolva, no Brasil e na America...
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