O que fazer, com Selvagens, Barbaros, Civilizados?

689 palavras 3 páginas
Universidade Federal de Goiás
Faculdade de Ciências Sociais
Disciplina: Antropologia 4
Docente: Mônica Thereza Soares Pechincha
Estudante: Diego Mendes Rodrigues

Resenha: O que fazer com selvagens, bárbaros e civilizados? Márcio Goldman

Essa resenha integra o item VI do artigo publicado por Márcio Goldman no Rio de Janeiro em 1999. Neste item trata a seguinte temática: O que fazer com selvagens, bárbaros e civilizados? O autor parte do episódio A gota de Ouro de Michel Tournier para levantar um questionamento sobre: a antropologia - enquanto relação com a alteridade -- estaria, afinal de contas, irremediavelmente condenada a não passar disso, um museu de pseudo antiguidades ou curiosidades, um imenso “Saara empalhado”, para usar a expressão de Tournier?
Goldman vai observar como o que Deleuze denominou eventualmente de aliança estabelecida com a etnologia ou antropologia social poderia contribuir para afastar não apenas esta forma de pensamento. O autor chama atenção, dizendo que escrever como antropólogo é como “falar em primeira pessoa” no sentido que Deleuze e Guattari usam a expressão. Goldman diz que não é no sentido de “esconder-se atrás de uma suposta essência, ou ciência, a fim de evitar os problemas centrais, mas de oferecer um espaço onde diversas linhas de força possam se cruzar, fecundando-se mutuamente de forma produtiva” (Pág 64). Nesse sentido, segundo ele o que há de melhor na antropologia, consiste em uma modalidade de reflexão acerca de uma questão muito mais geral, a da diferença. Ele Ressalta, que é a partir daí que se estabelece uma aliança em O anti-Édipo, depois em Mil platôs. O autor enfatiza a questão de que o primeiro dos livros mencionados acima, foi reduzido a um trabalho de crítica, derivado de seu titulo, da função tática que devia desempenhar no inicio da década de 70 (opondo-se a um discurso que parecia ocupar uma posição soberana) em evitar as

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