O papel do administrador mediante a inclusão escolar

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  • Publicado : 15 de outubro de 2012
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O PAPEL DO ADMINISTRADOR MEDIANTE A INCLUSÃO ESCOLAR

resumo

O objetivo deste artigo é defender a construção de uma sociedade inclusiva que estabeleça um compromisso com as minorias, dentre as quais se inserem os alunos portadores de necessidades especiais. Entretanto, devemos ser cautelosos, no sentido de não admitirmos uma idéia falsa de escola democrática. A finalidade da inclusão e a de quepessoas com necessidades especiais busquem seu desenvolvimento para poder exercer sua cidadania e para alcançar este objetivo faz-se necessário a modificação da sociedade. Faz-se também necessário e urgente, refazer a educação escolar, pois o que se pretende é que as diferenças se articulem e se componham e que os talentos de cada um se sobressaiam. Para tanto será necessário discutir sobre se aescola será mais democrática à medida que acolher, educar e ensinar a todos, ao mesmo tempo em que respeite as diferenças individuais, estimulando em especial o desenvolvimento da capacidade do aluno de aprender a aprender. Objetiva-se ainda fazer valer o direito de todos à educação Como conclusão, espera-se que cada um cumpra o papel que lhe cabe e que a escola desempenhe seu verdadeiro papel decentro processador do ensino. Frisa-se, por sua vez, que a base teórica que sustenta a presente discussão faz-se a partir dos seguintes autores: Rego (1995), Bobbio (1992), Saviani (1986) e Montoan (1997).



Palavras-chave: educação. inclusão. direitos. cidadania. integração



Introdução


Os direitos humanos têm provocado inúmeros debates, teóricos por excelência. Neste sentido, e commuita propriedade, é Bobbio (1992, p.5) quem nos ensina que “os direitos humanos são direitos históricos que emergem gradualmente das lutas que o homem trava por sua própria emancipação e das transformações das condições de vida que essas lutas produzem”. Ensina também que (ibidem, p.10) “A linguagem dos direitos tem indubitavelmente uma grande função prática, que é emprestar uma força particularàs reivindicações dos movimentos que demandam para si e para os outros a satisfação de novas necessidades materiais ou morais; mas ela se torna enganadora se obscurecer ou ocultar a diferença entre o direito reivindicado e o direito reconhecido e protegido”.
O grande desafio é, portanto, identificar o modo mais seguro de lutar
pela cidadania, para evitar que, embora constando tãosolenemente dos discursos, os direitos não constituem a ser tão lamentavelmente violados na prática. As preocupações com a defesa dos princípios fundamentais extensivos a todos os homens estão expressas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada e adotada em 10 de dezembro de 1948, em Assembléia Geral das Nações Unidas, na França. (BOBBIO, 1992)
Nesta declaração, destacam-se algunsprincípios pela forte influencia que têm exercido, inclusive na Constituição Brasileira. Estes princípios são: o respeio à dignidade humana, à igualdade de direitos, à liberdade de pensamento e de escolha de todos os homens.
Entretanto, Bobbio (1992, p. 10) nos mostra que:
apesar de que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, não se poderiaexplicar a contradição entre a literatura que faz apologia da era dos direitos e aquela que denuncia a massa dos “sem direitos”. Mas os direitos de que fala a primeira são somente proclamados nas instituições internacionais e nos congressos, enquanto os direitos de que fala a segunda são aqueles que a maioria esmagadora da humanidade não possui de fato (ainda que sejam solene e repetidamenteproclamados).

Essa constatação é imediatamente aplicável às pessoas portadoras de necessidades especiais, cujos direitos de cidadania têm sido desrespeitados em decorrência, da desinformação sobre as deficiências e dos inúmeros preconceitos e estigmas que povoam o imaginário coletivo acerca dessas pessoas. Embora nas últimas décadas tenhamos evoluído do enfoque da caridade-assistencialista...
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