O morrer

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  • Publicado : 28 de março de 2012
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Introdução

A morte é considerada como parte constituída da existência humana. É sem dúvida,  um  dos  poucos  fatos  que  se  tem  certeza  de  seu  acontecimento.  E  sua imprevisibilidade,  obriga  o  ser  humano  a  conviver  com  a  presença  in  memória desde o início da vida ao estágio final de seu desenvolvimento. Ao nascer,o indivíduo  está  em  constante  estado  de  preparação:  crescendo,  para  assim  então, multiplicar  e  morrer.  Porém,  o  último  citado,  é  obscuro,  a  ponto  de  ser  negado durante  toda a sua existência. Fato que aponta para o seu enfrentamento  ineficaz (CARVALHO ET AL, 2006). A morte, em nossa sociedade contemporânea ocidental, é um tema tabu a ser evitado ou negado. No entanto, é parteda vida e, apesar de todos os nossos esforços, ela se impõe. É parte de nossa condição e, pior, temos toda consciência disso. Ao vermos alguém morrer nos lembramos de nossa própria morte. A morte tornou-se presente no trabalho dos profissionais de saúde a partir do século XX, quando o morrer passou a ocorrer nos hospitais (solitária, na companhia de tubos, máquinas com profissionais (atarefados) enão mais no domicílio (na companhia de familiares e amigos).
  O conceito de morte nos dias de hoje, evidencia a parada das funções vitais e a separação do corpo e da alma. Nos tempos mais remotos, era considerado como diagnóstico de morte a cessação da respiração e das funções cardíacas. Atualmente o critério  comumente  utilizado  é  a  avaliação  da  função  cerebral, pois  com  o avançoda ciência e da tecnologia tornou-se possível manter as funções cardíacas e  respiratórias  através  de  aparelhos,  enquanto  nada  se  pode  fazer  para  manter funções cerebrais responsivas, E quanto mais à ciência avança, mais se teme e mais se nega a realidade da morte.
 O  mundo  ocidental  transformou  a  morte  em  tabu.  Ela  costuma  ser pelo  fato  de  que  os  sentimentos  que  a morte  faz  aflorar  são  intensos, portanto, seu nome não deve nem mesmo ser pronunciado. Por si só ele já causa medo, fuga e espanto. A morte tornou-se uma inimiga a ser combatida a qualquer preço, porque foi isso que se aprendeu a fazer. Na verdade ela deveria ser vista como um processo natural que pode surpreender em qualquer situação da vida, em qualquer momento ou circunstância. Como  é possível?  É  necessário  fugir  dessa  situação, contudo,  cada  ser vivente,  mais  cedo  ou  mais  tarde,  deverá  encará-la.  Seria  interessante  se  todos pudessem começar admitindo a possibilidade da própria morte, com  isso, um misto de situações poderia ser concretizado, principalmente o bem estar dos pacientes e da  família.  Encarando  ou  aceitando  a  realidade  da  própria morte,  é que  se  pode alcançar a paz, tanto interior como a paz entre as nações.
Apesar de a morte subsistir desde o princípio da humanidade, o processo morte e morrer  tem sido motivo  de  aflição,  agonia  e  desespero,  já  que mostra  o  quão susceptível,  vulnerável  e  tênue  é  o  estar  vivo,  ou  seja,  ser  mortal,  finito.  É  um processo  simplesmente  natural,  universal  e  inevitável,mas  mesmo  assim  o  ser humano não suporta  imaginar, pensar ou discutir sobre sua própria morte e acaba projetando-a no outro,  tendo em vista a  impossibilidade de conceber o mundo sem sua presença.

 
E  em  se  tratando  de  morte,  hoje  em  dia,  pode  se  dizer  que  as  pessoas morrem mais nos hospitais do que em casa, e nenhum outro profissional da saúde convive tão de perto etão freqüentemente com a morte do que o Enfermeiro, pois é ele quem passa a maior parte do tempo com o indivíduo hospitalizado. Com  isso,  alguns  estudos  sobre  a  morte  e  o  morrer,  revelam  que  os profissionais  da  saúde,  sejam  eles  quais  forem,  devem  realizar  seu  papel profissional, apoiando os familiares que acabaram de perder um ente querido, tendo atitudes simples, como ...
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