O monge e o administrador

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O Monge e o executivo: uma História da Essência da Liberdade HUNTER, J. C. O Monge e o executivo. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

“A ESCOLHA FOI MINHA. Ninguém mais é responsável por minha partida.” (p. 7)

Olhando para trás, acho quase impossível acreditar que eu [...] tenha deixado a fabrica para passar uma semana inteira num mosteiro ao norte de Michigan [...] Ummosteiro autêntico, cercado por um belíssimo Jardim, com frades, cinco serviços religiosos por dia, cânticos, liturgias, comunhão, alojamentos comunitários. Por favor, compreenda não foi fácil. Eu resisti o quanto pude, esperando de todas as maneiras. Mas afinal escolhi ir. (p. 7)

NO FINAL DOS ANOS 1990, eu me sentia num momento de glória. Estava empregado em uma importanteindústria de vidro plano e era gerente-geral de uma fábrica com mais de quinhentos funcionários e mais de cem milhões de dólares em vendas anuais. Quando fui promovido ainda muito me orgulho. Tinha bastante autonomia de trabalho e um bom salário, acrescido de bônus sempre que atingisse as metas da empresa. (p. 8)

Meu trabalho, a única área de minha vida onde eu estava seguro domeu sucesso, também passava por uma mudança. Os empregados horistas da fábrica recentemente tinham feito campanha para que um sindicato os representasse. Durante a campanha houve muito atrito e desgaste. Mas felizmente a companhia conseguiu vencer a eleição por uma margem estreita de votos. Fiquei animado com o resultado, mas meu chefe não gostou do que acontecera e deu a entender que se tratavade um problema de gerenciamento da minha responsabilidade. Não aceitei a acusação. Pois estava convencido de que o problema não era meu. Mais desses sindicalistas que nunca se devam por satisfeitos. (p. 9)

Ouvi aquilo sem dar maior importância, e certo de que jamais seguiria a sugestão. Mas quando estava saindo, o pastor disse que um dos frades era Leonard Hoffman, umex-executivo de uma das maiores empresas dos Estados Unidos. Aquilo chamou minha atenção. Eu sempre quisera saber o que tinha sido feito do lendário Len Hoffman. (p. 10)

SENTINDO-ME UM TANTO ATORDOADO, parei no topo da escada, pus a cabeça para fora da janela e inspirei ar fresco. [...] O vento do oeste uivava e as folhas secas do outono produziam nas árvores enormes um som que euamava desde criança (p. 11)

“O corpo estava cansado, mas amente funcionava loucamente. “Ache Simeão e ouça-o!” Irmão Simeão? Eu o encontrei? Que espécie de coincidência poderia ser esta? Como me meti nisto?” (p. 12)

“Você deve estar destinado a ir”, cinco cerimônias religiosas por dia, eu mal posso suportar duas por mês! O que vou fazer comigo mesmo a semana toda? Meusonho. . . como será Simeão? Oque terá para me dizer? Por que estou aqui? “Ache Simeão e ouça-o”. A próxima coisa que percebi foi o toque do meu despertador. (p. 12)

“BOM DIA – MEU COMPANHEIRO DE QUARTO alegremente me disse, ainda na cama, antes mesmo que eu desligasse o despertador.” (p. 16)

“Fique à vontade, parceiro. – Vestiu-se e saiu em minutos”. (p. 16)[...] o teto alto, como o de uma catedral, se erguia acima das seis paredes e convergia no centro para formar o campanário. Havia centenas de velas queimando por todo o santuário, espalhando sombras nas paredes e nos vidros coloridos, criando um interessante caleidoscópio de formas e matizes [...]. (p. 16)

Depois de aproximadamente vinte minutos, a cerimônia terminou tãorepentinamente quanto havia começado, e os frades seguiram o reitor para fora da igreja em fila indiana. Olhei para os rostos, tentando distinguir Len Hoffman. Qual deles seria? (p. 17)

“Logo DEPOIS da cerimônia religiosa, caminhei em direção à pequena biblioteca, bem pertinho da capela. Eu queria fazer uma pesquisa na Internet, e um frade velho e extremamente solícito me mostrou como...
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