O milagre brasileiro auge e crise

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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
FACULDADE DE ECONOMIA

SAMILLE PEREIRA MENDONÇA

O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DA MAIS VALIA EM LUCRO

Trabalho solicitado como requisito parcial de avaliação da disciplina Política III ministrada pela Profª. Cleidianne N. Sousa.

BELÉM - PA
2012

O desenvolvimento do capitalismo é umhistórico modo de ordenamento espacial e produção material, além de uma maneira datada de dominação social – ocorre no interior de incessante movimento que dá vida ao capital, valendo a notória fórmula geral de Marx D–M–D’: giro, circuito ou rotação no qual certo somatório de dinheiro é jogado para, adiante, retirar-se soma maior do que a inicialmente arremessada. O processo que engendra essa maior adiçãoé a produção capitalista, embora quem faça aparecer ou torne real essa soma de maior valor seja a circulação do capital. Pois não pretendendo o capitalismo a produção massiva de mercadorias como um fim em si, contudo, necessita passar pelo circuito da troca para a realização da mais-valia ou excedente e, na sequência sem termo, reproduzir o capital de maneira ampliada. Por conseguinte, nocapitalismo não há empenho produtivo em objetos como simples valor de uso, já que a reserva interesse precisamente no valor de troca desse mesmo objeto é, no valor excedente contido nessa troca comparado ao valor do capital usado ou consumido na produção desse objeto.
No capitalismo primeiro modo de produção se tornou ubíquo, ou seja, que estava em toda parte ao mesmo. O desenvolvimento econômico etécnico vive confuso ao mercado e à concorrência econômica. Ou seja: mescla-se esse desenvolvimento à permanente busca, pelos donos do capital, de uma elevação da taxa de lucro. Taxa que, contraditoriamente, guardaria uma tendência declinante ininterrupta. Como se sabe, o dono do capital gasta ou aplica dinheiro tanto em capital constante quanto em capital variável, de modo que salário, máquinas ematérias-primas fazem parte de seus gastos para produzir mercadorias. Marx demarca essas duas variações do capital no interior do processo de produção: “A parte do capital [...] que se converte em meios de produção, isto é, em matéria-prima, matérias auxiliares e meios de trabalho, não altera a sua grandeza de valor no processo de produção. Eu a chamo, por isso, parte constante do capital, ou maisconcisamente: capital constante. A parte do capital convertida em força de trabalho em contraposição muda seu valor no processo de produção. Ela reproduz seu próprio equivalente e, além disso, produz um excedente, uma mais-valia que ela mesma pode variar, ser maior ou menor. Essa parte do capital transforma-se continuamente de grandeza constante em grandeza variável. Eu a chamo, por isso, partevariável do capital, ou mais concisamente: capital variável” (MARX, 1984c, p. 171).
O importante aqui é o retorno sobre o gasto global aplicado em capital constante e capital variável. É de se notar que existem duas taxas de mensuração do retorno deste gasto global: a mais-valia, ou taxa de mais-valia, que é um excedente sobre o capital global adiantado medido em sua relação com o capital variável; e ataxa de lucro, que é essa mesmíssima taxa de mais-valia quando contabilizada em sua relação com o capital global. O ponto importante é que há uma contradição no interior desse processo, pois, premido pela concorrência, o dono do capital, procurando forjar mais-valia e ao mesmo tempo desejando depender menos dos trabalhadores, investe no aumento da produtividade do trabalho incorporando cada vezmais capital constante e, portanto, ampliando a taxa de mais-valia; a contradição ocorre porque existe uma fundamental relação entre capital constante e capital variável – denominada de composição orgânica do capital – e a taxa de lucro, ou seja, esse mesmo dono do capital ao investir cada vez mais em capital constante tem suas despesas continuamente aumentadas, gerando então uma queda...
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