O ensino-aprendizagem da lingua portuguesa na regiao da sadc: o caso de estudo do botswana

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Universidade Eduardo Mondlane – IV Jornadas de Língua Portuguesa
«O ensino-aprendizagem da língua portuguesa em contextos multilingues e multiculturais»
Maputo, 21 e 22 de Setembro de 2009

O Ensino-aprendizagem da língua portuguesa na região da SADC: o caso de estudo do Botswana.

Sandra Pires

O projecto de ensino do Português do Instituto Camões no seio da SADC tem cerca de 10anos mas, por vários motivos, o protocolo de cooperação entre as duas instituições foi assinado apenas no fim de 2007. Foi assim que fui para o Botswana em Janeiro de 2008 para leccionar Português na SADC.
Imediatamente, as perpectivas e expectativas de ensino nesta instituição eram enormes, não só pela minha parte, mas também por parte dos alunos da SADC. No primeiro curso que abri, emMarço, inscreveram-se cerca de 90 pessoas. Contudo, estas expectativas rapidamente foram diminuindo, uma vez que, efectivamente, começaram a ir regularmente às aulas uns 40 alunos e que, com o passar do tempo, se transformaram em apenas 32.
Uma das dificuldades com que de imediato me deparei foi a necessidade dos alunos em viajar pela região em reuniões e workshops de trabalho pelos estadosmembros da SADC. Deste modo, o número de alunos era bastante oscilante. Alguns poderiam faltar às aulas durante meses, outros apenas umas semanas e outros ainda iam regularmente às aulas por não terem a necessidade de viajar pela região. Deste modo, tentando não frustrar as expectativas dos alunos que apareciam regularmente às aulas, mas também tentando integrar os outros que tinham faltado pormotivos de trabalho, por um lado fazia revisões da matéria dada e por outro também continuava o programa estabelecido para as aulas. Realizava também sessões de atendimento individual ou colectivo, dependendo das exigências e circunstâncias, aos alunos que faltavam. Foi deste modo que decorreram as aulas durante todo o ano de 2008. Esta forma, porém, cria alguma frustração no professor e entre os alunosque aparecem regularmente nas aulas, pois não seguem um percurso linear, mas são obrigados a andar para trás na matéria porque de repente chega um colega que faltou às aulas durante dois meses e ficará perdido se continuarmos o nosso percurso. Pedi inclusivamente aos alunos que faltavam para terem uma ou duas sessões de atendimento antes de voltarem a ir às aulas para que o exposto nãoacontecesse, mas os alunos gostam da interacção nas aulas e apareciam mesmo sem terem as sessões de atendimento propostas.
Em 2009, tentei introduzir uma novidade que, no meu entender, iria resolver todos estes problemas: foi assim que, falando com o Instituto Camões, no fim de 2008, e iniciando as aulas novamente no início de 2009, comecei a realizar os cursos de uma forma conjunta, entre aulaspresenciais e aulas na internet, com a opção para os alunos que faltavam de realizarem também ligações individuais com a professora via Skype. Este curso, elaborado pelo Instituto Camões, tem a vantagem de ter um curso base à disposição dos alunos na internet, podendo o professor também acrescentar ficheiros áudio, vídeo e texto e os alunos gravar ficheiros áudio com a própria pronúncia. Assim, abriduas modalidades de cursos de Português: o curso conjunto, presencial e via internet, e a opção internet para as pessoas que, entretanto, tinham desistido dos cursos.
No entanto, começámos a ter imediatamente novos problemas: por um lado, muitos dos alunos que se deslocavam por questões de trabalho, não tinham acesso a uma boa ligação à internet em alguns dos países para onde viajavam e,também, a maioria deles, não tinha tempo para abrir o curso de Português na internet durante as suas missões, uma vez que o volume de trabalho nas mesmas é, de facto, intenso. Por outro lado, os alunos que iam regularmente às aulas não gostavam do curso via internet porque estavam habituados às aulas presenciais e, assim, não gostavam deste tipo de sistema de aprendizagem.
Porém, eu já...
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