o demonio da teoria

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Literatura é sinfronismo: cada vez que uma pessoa frente a uma obra literária consegue emocionar-se e reviver em si os estremecimentos que comoveram o autor no instante em que a compôs, opera-se o efeito do sinfronismo, flui uma onda maravilhosa de sintonia espiritual capaz de aproximar simpaticamente dois seres, mais além do tempo e do espaço e as idades conjuradas pela emoção.
De acordo com Hênio Tavares (1974) etimologicamente a palavra "Estética" vem do grego e significa "sensação". Ou seja, "[...] o sentimento estético é a emoção agradável, misto de prazer e surpresa, produzida em nós face à obra de arte". No mundo literário temos o termo "sinfronismo", palavra pouco usada, que tem por função estabelecer uma simpatia, independente do tempo e do espaço, entre o autor e o leitor. No dizer de Charles Du Bos "Cada vez que um homem frente a uma obra literária - qualquer que tenha sido a época em que foi criada - consegue emocionar-se e reviver em si os sentimentos que comoveram o autor no instante em que compôs, opera-se o efeito do sinfronismo, flui a onda maravilhosa de sintonia espiritual capaz de aproximar simpaticamente a dois seres, mais além do tempo e do espaço. A literatura é veículo sinfrônico que apaga as distâncias e as idades conjuradas pelo emoção". (R. Castagnino. Op. cit., pág. 28) Ou seja, por meio da leitura podemos "sentir" e "interpretar" toda a emoção do autor; isso confirma também que é possível transpor para o papel todo nosso sentimento, e o que é mais incrível esta "sensação" fica gravada no tempo infinitamente. Tudo vai depender de quem lê e interpreta a obra, então, quando escrevemos algo com emoção é possível na pessoa que estará lendo captar e ao mesmo tempo transmitir.

Ex: Sinto vergonha de mim- Rui Barbosa
Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil
enveredar

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