O contato entre os indios e os brancos na américa

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  • Publicado : 24 de março de 2012
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Logo de início, os índios receberam cor­dialmente os europeus em geral.

Entretanto, a cobiça dos brancos por ouro, prata e artigos exóticos logo mudaria essa relação pacífica, promovendo um violen­to etnocídio das populações nativas. Além da destruição física propriamente dita, os nativos americanos tiveram sua cultura, seus usos e seus costumes destruídos pelos europeus, que, em nome da"civilização" e da "religião", lhes impuseram novos idiomas e uma nova fé.


O contato com os astecas

Uma antiga profecia asteca afirmava que um dia o deus Quetzalcoatl, a serpente emplumada, que era retratado como um homem de pele clara e de barba, viria, em pessoa, pelo mar.

Quando os espanhóis chegaram saindo das águas, com vestimentas brilhantes (armaduras), de pele e olhos claros ebarbudos, os astecas acreditaram que a profecia estava se concretizando.

Para agradar a esse deus, o imperador Montezuma II o recebeu com presentes e festas, mas o espanhol Fernão Cortez, impressionado com a grandiosidade dos templos e com a cidade, tratou logo de conquistar aquela região cujo povo conhecia e dominava a arte da fundição aurífera.

O povo já ouvira falar que aqueles "deuses"possuíam "raios que matavam" (arcabuzes) e ficaram aterrorizados com a visão daqueles homens brilhantes montados em "monstros que soltavam fumaça pelo nariz" (cavalos, animais desconhecidos até então).

Numa demonstração de força e ousadia, Cortez exigiu vinte bravos guerreiros astecas. Ao ter o pedido atendido, Cortez decepou as mãos daqueles valentes guerreiros na frente do imperadorMontezuma.

Em seguida, os espanhóis iniciaram a destruição da cidade e Montezuma, um so­berano prisioneiro, pregara uma política de conciliação com os invasores. O povo asteca reagiu à invasão como pôde e, num desses confrontos, Montezuma foi morto.

Seu sucessor, Cuauhtémoc, enfrentou os espanhóis, que haviam conseguido apoio de tribos rivais, e foi derrotado em 13 de agosto de 1521. Ao se tornarprisioneiro dos espa­nhóis, foi barbaramente torturado durante três anos, até que Cortez resolveu enforcá-lo.



Nas ruínas de Tenochtitlán, no centro da Cidade do México, uma placa eterniza o feito de Cuauhtémoc, o último imperador asteca. Em 13 de agosto de 1521, heroicamente defendido por Cuauhtémoc, caiu Tlatelolco em poder de Fernão Cortez. Não foi triunfo nem derrota. Foi o dolorosonascimento do povo mestiço que é o México de hoje.

Com apenas 11 navios, 500 soldados, 16 cavalos e 10 canhões, Fernão Cortez conquistou o Império Asteca, que, na época, possuía cerca de 15 milhões de habitantes.

Para realizar tal proeza, os espanhóis con­taram com cavalos e canhões, que os nativos não conheciam, com as disputas internas e as revoltas de outros povos dominados pelos aste­cas,mas que não aceitavam essa subordinação.



Esta praça denomina-se Praça das Três Culturas e representa a cultura asteca (ruínas), a catedral erguida pelos espanhóis com as pedras do Templo Maior da capital asteca e os modernos edifícios atuais.


O contato com os maias

Após a conquista do México, Fernão Cor­tez enviou Pedro Alvarado para a região de Yucatán, em 1523.

Os maias queos espanhóis encontraram nem de longe lembravam a civilização cujas ruínas encantaram e encantam estudiosos e turistas.

Aterrorizados pelas armas de fogo e pelo cavalo, os descendentes maias sucumbiram ao poder espanhol. Além da belicosidade es­panhola, os nativos foram derrubados por epidemias desconhecidas por eles, como a va­ríola.

Mesmo conquistados e aviltados, os des­cendentes maiaspreservaram variações da língua maia, especialmente na península de Yucatán e na Guatemala. Ninguém sabe por que os maias abandonaram suas cidades e ninguém consegue explicar também como eles conseguiram resistir até hoje, mantendo tradições milenares.



Guatemala - O colorido das vestimentas é a marca registrada dos descendentes maias.


O contato com os incas

Em 1531, Francisco...
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