O contato entre brancos e indios na américa

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1351 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 28 de março de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
O contato entre brancos e índios na América
Logo de início, os índios receberam cordialmente os europeus em geral.
Entretanto, a cobiça dos brancos por ouro, prata e artigos exóticos logo mudaria essa relação pacífica, promovendo um violento etnocídio das populações nativas. Além da destruição física propriamente dita, os nativos americanos tiveram sua cultura, seus usos e seus costumesdestruídos pelos europeus, que, em nome da "civilização" e da "religião", lhes impuseram novos idiomas e uma nova fé.

O contato com os astecas
Uma antiga profecia asteca afirmava que um dia o deus Quetzalcoatl, a serpente emplumada, que era retratado como um homem de pele clara e de barba, viria, em pessoa, pelo mar.
Quando os espanhóis chegaram saindo das águas, com vestimentas brilhantes(armaduras), de pele e olhos claros e barbudos, os astecas acreditaram que a profecia estava se concretizando.
Para agradar a esse deus, o imperador Montezuma II o recebeu com presentes e festas, mas o espanhol Fernão Cortez, impressionado com a grandiosidade dos templos e com a cidade, tratou logo de conquistar aquela região cujo povo conhecia e dominava a arte da fundição aurífera.
O povo já ouvirafalar que aqueles "deuses" possuíam "raios que matavam" (arcabuzes) e ficaram aterrorizados com a visão daqueles homens brilhantes montados em "monstros que soltavam fumaça pelo nariz" (cavalos, animais desconhecidos até então).
Numa demonstração de força e ousadia, Cortez exigiu vinte bravos guerreiros astecas. Ao ter o pedido atendido, Cortez decepou as mãos daqueles valentes guerreiros na frentedo imperador Montezuma.
Em seguida, os espanhóis iniciaram a destruição da cidade e Montezuma, um soberano prisioneiro, pregara uma política de conciliação com os invasores. O povo asteca reagiu à invasão como pôde e, num desses confrontos, Montezuma foi morto.
Seu sucessor, Cuauhtémoc, enfrentou os espanhóis, que haviam conseguido apoio de tribos rivais, e foi derrotado em 13 de agosto de 1521.Ao se tornar prisioneiro dos espanhóis, foi barbaramente torturado durante três anos, até que Cortez resolveu enforcá-lo.

Nas ruínas de Tenochtitlán, no centro da Cidade do México, uma placa eterniza o feito de Cuauhtémoc, o último imperador asteca. Em 13 de agosto de 1521, heroicamente defendido por Cuauhtémoc, caiu Tlatelolco em poder de Fernão Cortez. Não foi triunfo nem derrota. Foi odoloroso nascimento do povo mestiço que é o México de hoje.
Com apenas 11 navios, 500 soldados, 16 cavalos e 10 canhões, Fernão Cortez conquistou o Império Asteca, que, na época, possuía cerca de 15 milhões de habitantes.
Para realizar tal proeza, os espanhóis contaram com cavalos e canhões, que os nativos não conheciam, com as disputas internas e as revoltas de outros povos dominados pelos astecas,mas que não aceitavam essa subordinação.

Esta praça denomina-se Praça das Três Culturas e representa a cultura asteca (ruínas), a catedral erguida pelos espanhóis com as pedras do Templo Maior da capital asteca e os modernos edifícios atuais.

O contato com os maias
Após a conquista do México, Fernão Cortez enviou Pedro Alvarado para a região de Yucatán, em 1523.
Os maias que os espanhóisencontraram nem de longe lembravam a civilização cujas ruínas encantaram e encantam estudiosos e turistas.
Aterrorizados pelas armas de fogo e pelo cavalo, os descendentes maias sucumbiram ao poder espanhol. Além da belicosidade espanhola, os nativos foram derrubados por epidemias desconhecidas por eles, como a varíola.
Mesmo conquistados e aviltados, os descendentes maias preservaram variaçõesda língua maia, especialmente na península de Yucatán e na Guatemala. Ninguém sabe por que os maias abandonaram suas cidades e ninguém consegue explicar também como eles conseguiram resistir até hoje, mantendo tradições milenares.

Guatemala - O colorido das vestimentas é a marca registrada dos descendentes maias.

O contato com os incas
Em 1531, Francisco Pizarro partiu para o Peru para...
tracking img