O consumo e a familia

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  • Publicado : 10 de abril de 2011
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LIINTRODUÇÃO
O Homem, sendo um ser eminentemente social, precisa satisfazer as suas necessidades para se suster. Subentende – se, pois a função consumo que è protagonizada pelas famílias compostas de indivíduos com necessidades distintas que, na sua globalidade, formam a procura por bens e serviços.
O consumo é uma prática que remonta de séculos muito recuados, dado que foi o meio que asfamílias, desde as primitivas às actuais, encontraram para suprir os seus estados de carência, tanto primárias como secundárias, e têm sofrido alterações consideráveis. O presente trabalho enquadra-se no âmbito de uma pesquisa social de área de Economia, propriamente a microeconomia, sendo um trabalho curricular.
A temática do consumo e a família reveste-se de uma interesse particular na medida em quea família é o elemento social com que o indivíduo estabelece os seus primeiros contactos, abstraindo daí valores e comportamentos que determinarão o seu padrão de consumo e pelo facto do consumo das famílias ser impulsionador da actividade económica. Com o princípio básico da observação a colecta de dados foi feita, tendo sido realizado um inquérito às famílias integrantes da amostragemintencional, tendo em vista a identificar o padrão de consumo das famílias, as implicações das suas escolhas bem como são feitas as decisões de compra.
O consumo e a família são temáticas abordadas neste trabalho ao longo de três pontos:
1- As necessidades como motivadoras do consumo;
2- Consumo – acto económico e social
3 – Factores de que depende o consumo
Após a introdução, o primeiro pontotransporta-nos para os motivos que levam as famílias a consumir. O segundo ponto apresenta as opções e consequências relativas ao consumo das famílias e o terceiro ponto assenta nas variáveis endógenas e exógenas que influenciam o consumo das famílias.



1- AS NECESSIDADES COMO MOTIDADORAS DO CONSUMO
O homem é, por natureza, um ser social, o que significa que só pode realizar-se comohomem, só pode desenvolver plenamente as suas potencialidades da sua natureza, vivendo em sociedade, isto é, em regime de colaboração com os outros homens. E esta colaboração é-lhe indispensável para que possa satisfazer as suas necessidades. Com efeito, por necessidade entende-se o estado de carência ou de deficiência em que se encontra um ser a quem falta qualquer coisa que não deveria falta, ou aquem falta qualquer coisa para poder cumprir os seus fins (cfr. Orlando Bravo, 1988: 20).
As necessidades do homem, precisamente por serem situações de carência ou de deficiência de um ser consciente, produzem normalmente uma sensação de mal-estar, que só termina quando as necessidades são satisfeitas. Daí que o homem tenda, naturalmente, a procurar essa satisfação. Podemos classificar asnecessidades (cfr. Orlando Bravo 1988: 26) nas seguintes categorias:
Quanto à sua importância: quanto ao seu custo :
- Necessidades primárias; - Necessidades económicas
- Necessidades secundárias - Necessidades não económicas
Quanto ao grau deactividade quanto ao número de pessoas
exigida do consumidor: que as sentem:
- Necessidades de satisfação activa - Necessidades individuais
- Necessidades de satisfação passiva - Necessidades colectivas
Definida e classificadasas necessidades torna-se oportuno apresentar um conceito de família em sentido económico, sendo esta uma das importantes variáveis em estudo neste trabalho.
Certamente, a primeira forma de organização económica terá sido a família, ainda que com as características socioeconómicas diversas de região para região, que através da evolução das relações de produção, a criação de novas necessidades...
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