O cativeiro da terra

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MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1979.

Crítica ao empirismo, ou seja, a exposição às realidades sem um estudo teórico (reflexão e entendimento in abstrato) dessa realidade, da mesma forma que o tratamento somente intelectualizado sem contato com o mundo real parece algo que afasta e dificulta o entendimento dos acontecimentos.
Entende os modos de produção um processo e não “unidades fechadas”. E quando são citados os “modos de produção” é porque eles assumiram configuração tal que é possível distinguir essas diferenças do modo anterior. Isso não quer dizer que não se releve ou tenha em conta as diversas formas de desenvolvimento econômico existentes em pontos (geográficos ou da própria produção). Se esse entendimento nãofor feito, pode-se entender o movimento marxista e seus estudos como um reducionismo economicista, positivista e a-histórico.
 Outro entendimento do marxismo que também é danoso quando ele é entendido somente enquanto sistema social, o que leva a uma espécie de totalidade fechada (Marta Harnecker no caso latino-americano)
 As análises de Marx e Lênin levavam em conta as diferenciações queo capitalismo pode assumir dadas as próprias contradições presentes na sociedade.
 Assim, o autor fará uma abordagem empírica (analisando a própria realidade e as formas concretas presentes na sociedade).
 o sistema capitalista pode gerar relações não estritamente capitalistas (exemplo é o colonato nas fazendas de café) quando os trabalhadores substituem a mão-de-obra escrava. Esse sistemanão engendrou um sistema de trabalho assalariado como era de se esperar. Da mesma forma, esse sistema não engendrou formas de produção pré-capitalistas.
 Escravo tratado como capital
 Omissão da discussão da renda fundiária por renomados estudiosos.
expansão do café e a industrialização.

A produção capitalista de relações não-capitalistas de produção: o regime de colonato nasfazendas de café:

 estudos relatam que o trabalho escravo foi substituído pelo assalariado. Caio Prado Júnior fala também do “abandono do sistema de parceria para o assalariamento”. Sérgio Silva diz que “com a imigração massiva, o trabalho escravo cedeu lugar ao trabalho assalariado nas plantações de café”. Wilson Cano diz que “já no início de 1880, grande parte da nova expansão cafeeira de SãoPaulo, se dava, em grande medida, com o trabalho assalariado” Boris Fausto: “o momento decisivo em que se constituíram relações capitalistas de produção na área de São Paulo ocorreu com a liquidação final do sistema escravista e a entrada de grandes levas de imigrantes” e que as relações de produção nas lavouras de café se expressa “na compra da força de trabalho – pagamento de trabalho necessário(salário) – apropriação do excedente, sob a forma de mais-valia, embora o salário proviesse de fontes monetárias e não monetárias”
10 – Caio Prado criticava as tendências a entender esse sistema como feudal ou semi-feudal, mas sim como relações variantes de relações capitalistas de produção.
11 – Assim ,muitos pesquisadores falavam na necessidade de remover os “restos feudais” do trabalho nomeio rural presentes com o fim do trabalho escravo. Com o a definição de “feudal” não se encaixava no modelo conhecido, usou-se o conceito de capitalista ou formas disfarçadas de relações capitalistas. Esses são os dilemas dos trabalhos anteriores.
 As relações estabelecidas na produção logo após a escravidão não podem ser caracterizadas de capitalista (visto que as pessoas estão envolvidasdiretamente nas atividades para a reprodução da força de trabalho). Nem de trabalho assalariado.
12 – Colonato: melhor definição das relações que até pouco tempo vigorava nas fazendas de café.
O que temos após a escravidão, com segurança, é o trabalho livre, trabalho esse já existente mesmo durante a escravidão: são os negros libertos e os caboclos e caipiras, geralmente agregados dos grandes...
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