O assistente social como profissional de participação

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 DESENVOLVIMENTO 4

3 CONCLUSÃO ..........................................................................................................8

REFERÊNCIAS ..........................................................................................................9

introdução

A partir do final da década de 1970, o Serviço Social dá umenorme salto na busca de repensar seu verdadeiro papel na sociedade. Esse momento esta atrelado ao período da ditadura militar, determinado pela perda dos direitos humanos, repressão política, pelo controle da sociedade, da repressão aos setores populares organizados, por meio da institucionalização da tortura como método de interrogatório e controle político.
No Brasil e no mundo oServiço Social surge dentro da estratégia de dar um tratamento sistemático à “questão social” e de frear o movimento operário no sentido de assegurar as condições gerais de reprodução de capital.
Somente a partir da década 1970 numa conjuntura histórica, pautada por uma crise econômica, acompanhada de uma rearticulação política da sociedade civil, verificada com a expansão docapitalismo monopolista sob a égide do capital financeiro, e impulsionada pelas novas condições econômica-política criada com a ditadura militar e sua crise é que se identifica um esforço de segmentos da categoria profissional, seus objetivos e conteúdo, na perspectiva de analisar a realidade e o próprio serviço social, situando-o historicamente como uma atividade inscrita na divisão social e técnica dotrabalho.
A partir do movimento de reconceituação ocorrido nos países da América Latina junto com o processo de redemocratização da sociedade brasileira surge o Projeto ético-político profissional. Teve avanço na década de 1980 devido a alguns acontecimentos com o Código de Ética de 1986, que trouxe um compromisso com a classe trabalhadora e, se consolidou na década de 1990, que foimarcada pelo surgimento dos cursos de pós-graduação além do amadurecimento organizacional e político, tudo isso em um contexto neoliberal que faz surgir na categoria o neoconservadorismo.

Desenvolvimento
O conservadorismo do Serviço Social desde os anos sessenta já era objeto de problematização. A partir dos anos setenta aos oitenta, porém, situou esta problematização num níveldiferente na escala em que coincidiu com a crise da ditadura brasileira.
A resistência à ditadura, conduzida por uma frente de oposição hegemonizada por segmentos burgueses descontentes, ganhou profundidade e qualidade novas quando, na segunda metade dos anos setenta, a classe trabalhadora se reinseriu na cena política, por meio da mobilização dos operários métalo-mecânicos do cinturãoindustrial de São Paulo (o “ABC paulista”).
A partir de então, a ditadura que promovera a modernização conservadora do país contra os interesses da massa da população, valendo-se inclusive, do terrorismo do Estado foi levada de derrota em derrota, à negociação com a qual, culminando na eleição indireta de Tancredo Neves, concluiu seu ciclo desastroso.
È nesse contextoque o histórico conservadorismo do Serviço Social brasileiro, tantas vezes reciclado e metamorfoseado, confrontou-se pela primeira vez com uma conjuntura em que a sua dominância no corpo profissional podia ser contestada, uma vez que no corpo profissional, repercutiam as exigências políticas e sociais postas na ordem do dia pela ruptura do regime ditatorial.
A luta pela democracia nasociedade brasileira, encontrando eco no corpo profissional criou o quadro necessário para romper com o conservadorismo no Serviço Social, que logo em seguida daria condição política para a constituição de um novo projeto profissional.
Desde o III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais conhecido como “o Congresso da virada”, os segmentos mais dinâmicos do corpo profissional...
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