A realidade

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  • Publicado : 9 de novembro de 2012
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O mais difícil na alternação é sempre a manu¬tenção da nova realidade, já que a tendência a retornar ao mundo arraigado na primeira infância é elevada. A alternação implica, desta forma, umareinter¬pretação do próprio passado do indivíduo à Iuz do novo universo simbólico por ele assimilado. É evidente que esta posição central da ciência adveio das transfor¬mações que através dela (e datecnologia, sua filha direta) conseguiram imprimir-se ao mundo. O poder da ciência na definição da realidade deriva-se de seu enorme poder para transformar o mundo e até reduzi-lo a pó. Dependendo da perguntaque lançamos ao mundo obteremos um tipo de resposta. A questão da verdade depende então de dois fatores: sua localização na história do conheci¬mento e sua validade num determinado setor da realidade.Melhor dizendo: as construções científicas partem, inevi¬tavelmente, de nossa• (humana) percepção da realidade.A definição do real, ou melhor, do conceito humano de realidade não é tarefa paraciências específicas, e sim para a filosofia, Ao cientista cabe manipular setores determinados da realidade, construindo-Ihes modelos representativos e explicativos, enquanto o filósofo se ocupa dacompreensão de como o homem percebe e compreende o mundo, instaurando a sua realidade (dentro da qual está própria ciência).

No capítulo “A manutenção da realidade”, o autor propõe que um primeiro instrumentoprotetor da manutenção da realidade é a padronização dos comportamentos. Um indivíduo isolado não tem condições de alterar a realidade estabelecida, somente um grupo dissidente que compartilhe amesma visão de realidade. A sociedade procura “curar” os dissidentes utilizando a terapêutica como forma de defesa. O segundo mecanismo autoprotetor é a aniquilação, e se destina aos dissidentes externos,nele está envolvida a relação de poder entre as sociedades. Pode-se entender que os intelectuais sejam uma sub-sociedade da sociedade onde vivem, e que isto representa um perigo para os estados...
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