A era dos extremos(hist. cont.)

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  • Publicado : 19 de fevereiro de 2013
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Observa-se que em “A Era dos Extremos”, o renomado historiador egípcio Eric Hobsbawm explica a trajetória da sociedade no período compreendido de 1914 a 1991 que é chamado por ele de breve século 20. E não é nada fácil sintetizar a abordagem do autor, visto que, em um único parágrafo ele consegue reunir diversos tipos de informações. O livro é uma síntese histórica pessoal e global, centrada naEuropa, oferecendo uma visão sobre 77 anos de acontecimentos numa época incrivelmente rica deles.
Dessa forma, os capítulos são escritos em forma de ensaios, fáceis de serem lidos separadamente uma vez que versam sobre problemas relevantes eespecíficos de uma época também específica. Há claras referências ao marxismo no texto e os aspectos econômicos e materiais são as forças direcionadoras no mesmo. Nem mesmo a visão marxista sobre ciência e política é ocultada. De uma forma ou de outra as mais importantes teorias no livro têm sua origem nos aspectos econômicos.
O título do livro remete às experiências verdadeiramenteantagônicas que coexistiram no século XX. A primeira metade do século foi marcada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), seguida pela Revolução Russa (1917), passando pelo momento mais negro do capitalismo mundial, a quebra da bolsa de Nova Iorque (1929), culminando na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), conflito que envolveu diretamente a quase totalidade dos países. A partir do fim da Segundaguerra mundial, conheceu-se uma nova ordem mundial, o mundo bipolarizado. As divisões das áreas geográficas de influência do bloco soviético e do bloco estadunidense foram institucionalizadas pelo tratado de Potsdam (1945), assinados por Truman, Stalin e Churchull, então chefes de estado dos EUA, União Soviética e Inglaterra, respectivamente. A esta parte de Era dos extremos faz parte também acorrida armamentista e tecnológica entre as duas potências antagônicas. A bipolaridade regeu as relações internacionais e o mundo conheceu uma verdadeira revolução científica e tecnológica, fomentada pela competição entre as economias comunista e capitalista.
A China passou por sua Revolução sob o comando de Mao Zedong, tornando-se uma nova potência comunista. Antes alinhada com o blocosoviético e, posteriormente, passando para a esfera de influência estadunidense, apos a cisão sino-soviética (1959). A ordem bipolar permaneceu até a queda do bloco soviético, incapaz de manter sua economia com os altos gastos provenientes da corrida armamentista. Os momentos finais da ordem bipolar foram simbolizados pela queda do muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991).Mesmo observando a variedade de desastres neste século, para Hobsbawm a crise internacional do capitalismo durante as décadas de 20-30 seja, talvez, o acontecimento mais importante desse breve século e sem ela o comunismo e o fascismo jamais teriam a mesma importância que tiveram e nem mesmo a Primeira Guerra Mundial ou a Guerra Fria teriam acontecido. Este fato teria alterado a historia e o mundocomo nós o conhecemos hoje. Este é apenas um dos muitos contra-fatos assinalados por Hobsbawm e assim o autor coloca a historia dentro de uma perspectiva muito mais interessante. A Era dos Extremos está dividida cronologicamente em três partes, iniciando-se com uma visão geral sobre este breve século.
A primeira das três partes do livro compreende o período de 1914 a 1945, denominada AEra das Catástrofes, quando o mundo conheceu uma nova expressão, “Guerra Mundial”. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial mudaram totalmente o mundo e paralisaram o progresso que tanto entusiasmo havia causado antes de 1914. A primeira parte da obra apresenta um tom bastante pessimista. Nela, as guerras mundiais têm papel preponderante, passando depois delas para as revoluções que mudaram ainda...
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