A cidadania no brasil-resumo

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A CIDADANIA NO BRASIL
Discorda-se da extensão, profundidade e rapidez do fenômeno, não de sua existência. A redução do poder do Estado afeta a natureza dos antigos direitos, sobretudo dos direitos políticos e sociais. Se os direitos políticos significam participação no governo, uma diminuição no poder do governo reduz também a relevância do direito de participar. Tudo isso mostra a complexidadedo problema. Não ofereço receita da cidadania. O gado desenvolveu-se no interior do país como atividade subsidiária da grande propriedade agrícóla. Os filhos dos escravos faziam pequenos trabalhos e serviam de montaria nos brinquedos dos sinhozinhos. Eram os "homens bons" do período colonial.
O poder do governo terminava na porteira das grandes fazendas. O cidadão comum ou recorria à proteção dosgrandes proprietários, ou ficava à mercê do arbítrio dos mais fortes. De início, ela estava nas mãos dos jesuítas. Não era do interesse da administração
colonial, ou dos senhores de escravos, difundir essa arma cívica. Ao final do período colonial, havia pelo menos 23 universidades na parte espanhola da América, três delas no México. A mais politizada foi a Inconfidência Mineira (1789), que seinspirou no ideário iluminista do século XVIII e no exemplo da independência das colônias da América do Norte. Alguns dos líderes, jnclusive padres, foram fuzilados. Em 1817, houve, sobretudo, manifestação do espírito de resistência dos pernambucanos. Do lado americano, havia o exemplo admirado dos Estados Unidos e o exemplo recente, mais temido que admirado, dos países hispânicos. Oconstitucionalismo exigia a presença de um governo representativo baseado no voto dos cidadãos e na separação dos poderes políticos. A principal atribuição desse poder era a livre nomeação dos ministros de Estado, independentemente da opinião do Legislativo. O critério de renda não excluía a
população pobre do direito do voto. Este era o lado formal dos direitos políticos. Nela combinavam-se as influências dogoverno e dos grandes proprietários e comerciantes. A maior parte dos cidadãos do novo país não tinha tido prática do exercício do voto durante a Colônia. Apenas pequena parte da população urbana teria noção aproximada da natureza e do funcionamento das novas instituições. Os capangas cuidavam da parte mais truculenta do processo. Eram pessoas violentas a soldo dos chefes locais. Mesmo no Rio deJaneiro, maior cidade do país, a ação dos capangas, freqüentemente capoeiras, era comum. Não se tratava do exercício do autogoverno, do direito de participar na vida política do país. Nas cidades, onde a dependência social do votante era menor, o preço do voto subia mais rápido. Da parte de alguns políticos, havia interesse genuíno pela correção do ato de votar. Junto com a eliminação dos doisturnos, propunham-se o aumento da exigência de renda e a proibição do voto do analfabeto. A mais importante era o serviço do júri.De imediato, 80% da população masculina era excluída do direito de voto. Houve um corte de quase 90% do eleitorado. A república dos Bruzundangas se parecia muito com a república dos brasileiros. Do ponto de vista da representação política, a Primeira República (1889-1930)não significou grande mudança. O coronel da Guarda era sempre a pessoa mais poderosa do município. A interrupção do aprendizado só poderia levar, como levou, ao retardamento da incorporação dos cidadãos à vida política. A Inglaterra exigiu, como parte do preço do reconhecimento da independência, a assinatura de um tratado que incluía a proibição do tráfico de escravos. Depois da abolição do tráfico,os políticos só voltaram a falar no assunto ao final da guerra contra o Paraguai. O Brasil tornou-se objeto das críticas do inimigo e mesmo dos aliados. Apesar da oposição dos escravistas, a lei era pouco radical. Na época da independência, os escravos representavam 30% da população. Em 1873, havia 1,5 milhão de escravos, 15% dos brasileiros. Às vésperas da abolição, em 1887, os escravos não...
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