A arte da guerra

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 7 (1618 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 3 de junho de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
RESENHA CRÍTICA

A Arte da Guerra: “A vitória é a seiva da guerra”. Esta é uma das muitas frases de A Arte da Guerra, um antigo tratado militar que sobreviveu a inúmeras gerações, servindo como referência para comandantes e exércitos.

1 - Introdução

Se existe uma finalidade no qual todo o desenvolvimento tecnológico do homem é empregado com mais tenacidade, certamente é na criação deartifícios militares. Espanta-se então que toda escola militar tenha como leitura obrigatória uma obra escrita anos antes do nascimento de Cristo, quando os homens ainda defendiam seus ideais com armas rústicas tal qual espadas, flechas, paus e pedras.

1.1 - Apresentando a Obra

A Arte da Guerra foi intensamente estudada por oficiais chineses e japoneses, os grandes generais costumavam registrarnotas e comentários aos versículos do livro, que foram acrescidas a cada nova edição, até consolidar o considerado padrão, edição publicada no fim do século XVI. Somente em 1772, por intermédio da tradução para o francês do padre J. J. M. Amiot o mundo ocidental teve acesso aos dados contidos na obra. Em 1782, foi realizada uma nova impressão desse livro, ordenada por Napoleão Bonaparte. Noséculo XIX, surgiram as traduções em outros idiomas. Hoje a versão de 1963 de Samuel B. Griffith é a mais aceita e consultada. Em 1972, escavações na China revelaram uma "nova" versão da "Arte da Guerra", considerada mais completa e antiga que a versão tradicional, ampliando e corrigindo algumas passagens traduzidas. Na atualidade é impossível existir uma escola militar que ignore seu conteúdo.

2 –Descrevendo a estrutura

O livro é dividido em treze capítulos: Estimativa; Gerenciamento da Guerra; Estratagemas; Posições Táticas; Vantagens; Pontos Fortes e Fracos; Manobras; Contingências; O Exército em Marcha; O Terreno; As Nove Situações; O Ataque pelo Fogo; O Uso de espiões.
Nesta resenha serão abordados apenas os três capítulos iniciais.

3 – Descrevendo o conteúdo

Segundo Sun Tzu,“A guerra é de vital importância para o Estado; é o domínio da vida ou da morte, a direção para a sobrevivência ou a perda do Império: é preciso manejá-la bem”. A insensibilidade no que tange a guerrilha é o caminho para a perda dos bens e/ou pessoas valiosas. Foi estabelecido pelo general cinco critérios a ser utilizado pelos seus combatentes, a partir disto acreditava-se que o planejamento eorientação dessas normas determinariam o destino final do duelo sob o inimigo. A primeira destas considerações é a “Lei Moral” que ajuíza se o sistema de ideias do governo combina com os ideais do povo, levando-os a segui-lo sem temer perigos. O segundo fator é “O Céu” que define as variações climáticas ideais para a ocasião. O terceiro fator é “A Terra” que determina a tomada de decisão, recomenda ascondições da natureza, abrange a distância a ser percorrida; o caminho escolhido; o perigo e a segurança no campo de confronto; se o campo é amplo ou estreito; as oportunidades de sobrevivência. O quarto é “O Chefe” refere-se às virtudes do líder da equipe, suas qualidades e capacitações. O quinto e último é “A Doutrina” que representa à organização eficiente, à existência de uma cadeia de comandorígida e uma estrutura de apoio logístico. Esses cinco critérios deveriam ser familiares a cada um que conduzia os soldados para a batalha, pois aquele que os conhecia seria o vitorioso, toda via aquele que não conhecia as normas estava fadado ao fracasso.
Uma operação militar de sucesso continha o logro como base, sendo assim iludir o oponente incitando suas falhas e utilizar-se do despreparodo seu inimigo constituiu mais uma das lições ensinadas pelo general. O tempo de batalha deve ser curto, pois uma luta longa enfraquece o exército, desestimula os soldados e enfraquece financeiramente o Estado, quanto mais curta maiores as chances de êxito.
“Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota; Aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si...
tracking img