Vulnerabilidade social

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A PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL NA INTERVENÇÃO DOS MORADORES DE RUA



1INTRODUÇÃO


O Serviço Social abrange o processo relacionado à reprodução das relações sociais que deve auxiliar e subsidiar a prática do controle e da ideologia social. Se considerado o cunho transitório e, ao mesmo tempo, condicionado socialmente, a profissão de assistência socialrequer do seu profissional que ele vá além das ações institucionais rotineiras para vencer as desigualdades sociais no enfrentamento das questões sociais.
No que se refere aos moradores de rua, essa realidade é uma das questões sociais que têm preocupado as autoridades, posto que, a cada dia, essa população cresce nos centros urbanos, formando um contingente de excluídos a quem a sociedadenega qualquer direito.
É, pois, relevante realizar uma pesquisa sobre o Serviço Social e os moradores de rua, pois essa população, cujos direitos são esquecidos pela sociedade, cresce a cada dia, vive marginalizada, sem ter que a defenda e sem afeto.
Contribuir para a discussão dessa população é importante socialmente, pois a mesma é um reflexo da exclusão social, é não possui condiçõespara pagar o mais simples dos lugares a fim de ter um teto onde dormir, é precisar da intervenção (ALMEIDA, CANHOTO, 2004).



















2 O MORADOR DE RUA E A PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL


O processo de globalização é um dos principais causadores da exclusão social e da redução do nível de emprego nos dias atuais, portanto, a inserção do país no mercadoglobalizado tem que, em primeiro lugar, ser pensada a partir do padrão socioeconômico em que ele vive.
De acordo com Ianni (2000), a globalização das sociedades não foi um processo lento. Ao contrário, ele se processou através dos séculos e o capitalismo é um modo de produção e reprodução que alcança proporções internacionais.
A exclusão econômica e social, que se implantou no Brasil, sob oabrigo do neoliberalismo, causa certo pessimismo com relação ao futuro do país. Segundo Soares, (2003, p.11), o neoliberalismo, no campo social, tanto nas ideias como no âmbito das políticas, provocou diversos estragos e ainda permanece na hegemonia. No campo da questão social, afirma esta mesma autora, o cunho ortodoxo das ideias e das propostas é ainda mais significativo do que no âmbitoeconômico.
Na sociedade brasileira, a pobreza e a exclusão social são algumas das “novas” questões sociais que permeiam o cotidiano das classes subalternas. A pobreza tem múltiplas faces, pois ela não se apresenta de uma mesma forma. (SOARES, 2003).
Ao se colocar a questão social como referência, destaca-se a questão da divisão da sociedade em classes, cuja apropriação da riqueza socialmentegerada é extremamente diferenciada. A pobreza atual convém lembrar, já não é mais nem principalmente a carência material. As pobrezas, como observou Martins (2002, p.12), “se multiplicaram em todos os planos e contaminaram até mesmo âmbitos da vida que nunca reconheceríamos como expressões de carências vitais”.
A questão social pode ser entendida como “uma aporia fundamental sobre aqual uma sociedade experimenta o enigma de sua coesão e tenta conjurar o risco de sua fratura. É um desafio que interroga, põe em questão a capacidade de uma sociedade (o que em termos políticos, se chama nação) para existir como um conjunto ligado por relações de interdependência” (CASTEL, 1999, p. 29).

É ainda Castel (1999) quem afirma que a expressão “questão social” foi empregadapela primeira vez, em 1831, na França, referindo-se ao fato de que, para além do âmbito político, havia uma questão social, resultante da junção entre a pauperização dos trabalhadores e a sua reação frente às mazelas que o capitalismo ascendente causou.

Segundo suas palavras, a questão social “é suscitada pela tomada de consciência das condições de existência das populações que são, ao...
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