Transtorno bipolar

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Cuidados Paliativos

Cuidados de Enfermagem nas
Últimas 48 Horas de Vida
Enfa. Flávia Firmino*

A

assistência nas últimas 48 horas de vida
é termo pouco explorado em nosso meio;
no entanto, ela é uma temática dos Cuidados Paliativos quando os tomamos como uma
área de conhecimento específico. Para além das
discussões sobre os cuidados paliativos como
especialidade médica ou filosofiaassistencial,
o presente artigo tem o objetivo de descrever
e discutir os principais cuidados técnicos e a
conduta do enfermeiro na fase final da vida
biológica dos pacientes que estão sob os seus
cuidados. Emerge da experiência de ensino aos
graduandos de enfermagem de uma universidade federal onde a disciplina eletiva “Fundamentos
dos Cuidados Paliativos em Enfermagem” foi
ministradacom carga horária total de 30 horas.
Na referida disciplina, a temática “cuidados de
enfermagem nas últimas 48 horas de vida” foi
administrada em dois encontros, computando
assim 6 h/aula.

DISCUSSÕES INICIAIS
Nem todos os alunos tiveram a oportunidade
de cuidar de pacientes na fase final da vida, com
risco de morte iminente. No entanto, a maior parte do alunado já havia visto pacientesterminais
nas enfermarias, onde atuaram como estagiários
sob supervisão direta de seus professores.
Outros alunos contribuíram com o desenvolvimento da disciplina, compartilhando ex-

periências tais como a morte de seu paciente;
a impotência diante da morte; a dificuldade de
conversar com a família; a constatação de que
estavam apegados sentimentalmente ao paciente; o sentimento decompaixão.
Muitos alunos trouxeram suas experiências
junto aos seus próprios familiares que morreram
em decorrência do câncer e outros relataram
dificuldade em aceitar a condição crônica de
seus familiares acometidos pela doença de
Alzheimer.
Antecedeu a abordagem da presente temática a discussão conceitual dos termos “cuidados
paliativos”; “paciente terminal”; “paciente com
doença avançada”, “fasefinal da vida”.
No eixo central da discussão prevaleceu a
visão do conceito de terminalidade como elemento fundamental nas avaliações consensuais
apresentadas por diferentes profissionais. Ante a
necessidade de objetivar o momento em que o
paciente se torna irrecuperável e caminha para
a morte irreversível, foi adotada a denominação paciente terminal.(1) Paciente com doença
avançada foidesignação dada àqueles que não
tinham mais chances terapêuticas de real combate a sua doença, mas que mantinham quadro
clínico tal que não apontava para a proximidade
da morte.
A premissa de que “é paciente terminal e
nada mais pode ser feito” foi discutida junto ao
alunado. Eles foram submetidos a processo de

* Enfermeira Oncologista
Especializada em Cuidados
Paliativos pelo InstitutoNacional de Câncer. Docente do
Departamento de Enfermagem
Fundamental (DEF) da Escola
de Enfermagem Alfredo Pinto
(EEAP) da Universidade Federal
do Estado do Rio de Janeiro.

Prática Hospitalar • Ano XI • Nº 61 • Jan-Fev/2009 135

reflexão e, após, um profissional psicólogo
fez apresentação sobre práticas assistenciais desenvolvidas em alguns serviços
de psicologia, visando àdiminuição do
sofrimento psíquico desta clientela.
Neste caminhar, as aulas referentes à
temática em destaque pontuaram os cuidados técnicos e a conduta do enfermeiro
centrada no processo do morrer.

O profissional enfermeiro
terá que lidar com estas
situações associadas àquelas
alterações físicas decorrentes
da terminalidade da vida.
Adicionalmente terá que lidar
com seus próprios medos,receios, dúvidas, momentos
de indecisão e impotência
diante da morte

ÚLTIMAS 48 HORAS DE
VIDA: IMPLICAÇÕES PARA A
ENFERMAGEM
Na concepção dos Cuidados Paliativos
como área de conhecimento específico, as
últimas 48 horas de vida compreendem
a fase terminal da vida. (2) N o entanto,
delimitar o momento real em que esta
fase começa e o momento exato em que
culminará a morte do paciente...
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