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O Regime Militar foi instaurado pelo golpe de Estado de 31 de março de 1964. Este regime perdurou até a abertura política, em 1985. Foi um tempo de autoritarismo, perseguição policial e militar, prisão e tortura de quem era contra o sistema, supressão dos direitos constitucionais e uma censura prévia aos meios de comunicação.
A luta pela redemocratização no Brasil teve na chamada imprensaalternativa um de seus marcos mais importantes. Tal imprensa ficou marcada pela prática de denúncias sistemáticas contra as torturas e violações dos direitos humanos praticados pela ditadura militar e também pelas críticas ao modelo econômico então vigente; de maneira geral, a imprensa alternativa ficou caracterizada pelo princípio de oposição ao discurso oficial.

Durante a ditadura militar, osconceitos de vida eram diferentes, a teoria era diferente da prática, mas principalmente: não existia o termo liberdade. Ao longo dos anos que se passou nesta ditadura, a estagnação cultural foi tamanha, que apenas atualmente, estamos começando a desenvolver obras dignas de vestir a camisa verde amarela.
A Ditadura Militar vigiou e puniu quem quer que fosse para manter o regime, as proibiçõeseram muitas, a vida da população era fiscalizada e observada, pouca liberdade tinha a população brasileira. Tudo isso acontecendo e poucas pessoas se davam contam dos "acontecimentos", ou seja, as torturas nos porões, os assassinatos e a falta de liberdade que eram impostas pelo Estado. O Estado transmitia que tudo estava andando em perfeita harmonia, o progresso ocorria, o país estava melhorando,não tinha por que duvidar dos governantes, muito menos enfrentá-los e resistir as suas ações. O imaginário tornou-se a representação dos pensamentos; por meio dessa representação o homem estabeleceu a conexão com seu meio. Sua busca incessante pela concretização do imaginário fez com que as representações geradas instaurassem uma nova realidade social; surgiram ideais de beleza, de ordem, desociedade, de progresso. Nesse período foram poucas as pessoas que utilizaram seus poderes para promover um bem, a maioria esperava que algum poder externo fizesse o trabalho pelo qual eram responsáveis.

Mas como pode um povo tão grande e revolucionário como o nosso deixar a democracia entrar neste imenso país tropical?
Em nenhum momento do regime a oposição democrática se calou. Todavia, a partirde 1975, essa oposição atuava de outro jeito. Não eram mais estudantes jogando pedras para enfrentar a polícia, como nas memoráveis passeatas de 1968, nem eram meia dúzia de guerrilheiros cutucando a onça blindada com vara curta. Agora, a luta contra o regime ainda tinha o mesmo ardor, o mesmo idealismo, só que com maturidade, com substância. O segredo era a mobilização da sociedade civil.Sociedade civil não é o contrário de sociedade militar. A sociedade civil se opõe ao Estado. Quem faz parte do Estado? Os políticos, os juízes e tribunais, a administração pública, a polícia, o Exército etc. As instituições da sociedade civil são organizações como sindicatos, associações de moradores, grupos feministas, igrejas, comitês de defesa de direitos humanos, sociedades ecológicas e culturaisetc.
O próprio movimento estudantil universitário renascia. Nas principais universidades do Brasil, o pessoal reorganizava as entidades representativas (Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos, Diretórios Centrais dos Estudantes). Esta geração do final dos anos 70 e começo dos 80 mostraria que a política ainda corria no sangue dos estudantes. Mas as coisas não eram fáceis. As faculdades aindaestavam cheias de agentes secretos do SNI infiltrados. E a tentativa de refazer a UNE, através de um encontro de estudantes na PUC-SP em 1977, foi desfeita com brutalidade pela polícia, que bateu tanto que uma menina ficou cega. Mesmo assim, em 1979, num Congresso emocionante na bela Salvador, a UNE estava recriada.
Entidades como a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência),...
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