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REDAÇÃO
Profª Vanessa Vidal

PROPOSTA I |

Está surgindo no Brasil um novo tipo de crueldade

O que faz com que 5 rapazes de classe média universitários ataquem uma mulher de madrugada com socos e pontapés e com furor assassino? O que faz um bandido matar uma casal em São Paulo na frente do filho de 7 anos sem roubar nada? O que fez os monstros arrastarem aquele menino há uns mesesatrás?
Está surgindo no Brasil um novo tipo de crueldade. Não se trata de sadismo apenas. O sadismo pressupõe o prazer planejado, a perversão de fruir o mal, a violência. Não há nem mais isso. Há apenas um descaso, uma brutalidade banal. Mata-se por nada. Destrói-se o outro como se cospe, como se chuta uma pedra. Há apenas a morte gratuita, sem nome. No oriente fundamentalista há até um motivo malucode vingança contra os infiéis, há a lei da matança dos diferentes, de quem não pensa como eles... Aqui não. Mata-se com o mesmo desamor que se tem por si mesmo, matam porque são iguais à própria miséria interna.
Está surgindo no Brasil, nas pessoas massacradas pela miséria, pela fome, pela barbárie, uma nova forma primitiva de comportamento. Fatos como esse, dos canalhas que espancaram a moçatrabalhadora dizendo que achavam que era uma prostituta. Ou o daqueles ratos que espancaram o índio pataxó, dizendo que achavam que era um mendigo... Há nessa gente um sintoma de que algo muito grave ta acontecendo no país. Isso rima um pouco com o que assistimos na política, que assistimos boquiabertos. Não se trata mais de impunidade ou da perda de idéia de lei. O que há é um grande vazio políticoe cultural. Uma falta de motivo até para a maldade. Uma falta de motivo até para a violência. O país não tem mais projeto. A política virou um balé de mentiras.[...] E como nada acontece, ratos e canalhas saem à noite para zoar... Para fazer alguma coisa acontecer. Nem que seja matar garçons, como fizeram semana passada em São Paulo, espancar inocentes... Para que tenham a sensação de que algumalei possa puni-los.
A única esperança é que sejam presos mesmo, e colocados numa prisão coletiva, ali perto da “Boca do Boi”. Pode ser que se faça alguma justiça.
Arnaldo Jabor, 29 de junho de 2007

Escreva uma DISSERTAÇÃO em, no máximo, 20 linhas, tendo como tema o assunto abordado por Arnaldo Jabor.

Obs.: Não faça referências à coletânea. Identifique o tema e discorra a respeito,apenas.

Critérios | Adequação ao tema | Adequação à coletânea | Adequaçãoaotipo de texto | Adequação à modalidade culta da língua | Coesão | Coerência | Total |
Valores | 0.5 | 0.5 | 0.5 | 0.5 | 0.5 | 0.5 | 3.0 |

PROPOSTA II |
UESC/2009 (adaptado)
INSTRUÇÕES:
• Leia, com atenção, os dois temas propostos. Em seguida, ESCOLHA UM DELES e elabore sua Redação.
• Transcreva seu texto na Folha deRedação, usando caneta de tinta azul ou preta.
• Não utilize letra de imprensa.

Será anulada a Redação:
— redigida fora do tema proposto;
— apresentada em forma de verso;
— assinada fora do campo próprio;
— escrita a lápis ou de forma ilegível.

Tema I

Polícia sempre foi tratada no Brasil com descaso dos governos e desprezo social. A depreciação do serviço público, obra obcecada deRoberto Campos como principal ideólogo administrativo da ditadura, agravou o que já era grave. A desenvoltura crescente da violência tem levado os governos estaduais, a título de satisfação à sociedade inquieta, a equipar melhor as polícias, mas os quadros humanos não receberam, nem de longe, empenho proporcional, para evoluir técnica, intelectual, econômica e socialmente.

(FREITAS,Jânio de.Caso de polícia.Folha de S. Paulo, São Paulo,19 out. 2008. Caderno Brasil, p. A 13.)

Leia o fragmento em destaque e, a partir das ideias nele pinceladas e de seu conhecimento sobre a realidade nacional, descreva uma situação cotidiana sobre o tema: “Somos, todos, responsáveis pela violência ou pela paz que construímos em nossos contextos de vida.”

Tema II

Tristes tempos! Vivemos numa...
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