Trabalho sobre criminologia

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CURSO DE DIREITO

Alexandre Ruppenthal Borges

CRIMINOLOGIA

OS MOTIVOS QUE LEVAM UMA PESSOA A MATAR A OUTRA

Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 2005.

Alexandre Ruppenthal Borges

OS MOTIVOS QUE LEVAM UMA PESSOA A MATAR A OUTRA

Trabalho de pesquisa bibliográfica sobre os motivos que levam as pessoas a cometerem crimes contra outraspessoas.

Professor: Prof. Eduardo Ritt

Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 2005.

Para que este trabalho alcance o objetivo proposto e para que possamos entender, quais os motivos que levam uma pessoa a matar outra, ou seja, cometer um crime precisamos entender um pouco mais sobre o estudo da criminologia.
A criminologia é uma ciência empíricaque se ocupa do crime, do delinqüente, da vítima e do controle social dos delitos. Baseia-se na observação, nos fatos e na prática, mais que em opiniões e argumentos, é interdisciplinar e, por sua vez, formada por outra série de ciências e disciplinas, tais como a biologia, a psicopatologia, a sociologia, política, etc.
Quando nasceu, a criminologia tratava de explicar a origem dadelinqüência, utilizando o método das ciências, o esquema causal e explicativo, ou seja, buscava a causa do efeito produzido. Pensou-se que erradicando a causa se eliminaria o efeito, como se fosse suficiente fechar as maternidades para o controle da natalidade.
Academicamente a Criminologia começa com a publicação da obra de Cesare Lombroso chamad "L'Uomo Delinquente", em 1876. Sua tese principalera a do delinqüente nato.
Já existiram várias tendências causais na criminologia. Baseado em Rousseau, a criminologia deveria procurar a causa do delito na sociedade, baseado em Lombroso, para erradicar o delito deveríamos encontrar a eventual causa no próprio delinqüente e não no meio. Um extremo que procura as causas de toda criminalidade na sociedade e o outro, organicista, investigava oarquétipo do criminoso nato (um delinqüente com determinados traços morfológicos).
Isoladamente, tanto as tendências sociológicas, quanto às orgânicas fracassaram. Hoje em dia fala-se no elemento bio-psico-social. Volta a tomar força os estudos de endocrinologia, que associam a agressividade do delinqüente à testosterona (hormônio masculino), os estudos de genética ao tentar identificar nogenoma humano um possível "gene da criminalidade", juntamente com os transtornos da violência urbana, de guerra, da fome, etc.
De qualquer forma, a criminologia transita pelas teorias que buscam analisar o crime, a criminalidade, o criminoso e a vítima. Passa pela sociologia, pela
psicopatologia, psicologia, religião (nos casos de crimes satânicos), antropologia, política, enfim, acriminologia habita o universo da ação humana.
De fato, explica Freud, os homens não são criaturas gentis que, no máximo, podem defender-se quando atacadas, mas seres aos quais os dotes pulsionais lhes imprimem uma significativa cota de agressividade, cujos efeitos podem ser apreendidos na apropriação que fazem dos outros, utilizando-os não apenas como um ajudante ou objeto sexual, porém como umoutro qualquer sobre o qual a descarga pulsional efetiva-se de diversas formas, como na exploração do trabalho, nas humilhações, torturas e mortes. 
Quando se aborda o fenômeno crime, uma das questões mais freqüentemente colocadas é a das suas razões ou causas, sendo comum ouvir como resposta que é porque os sujeitos são fracos, são maus ou são anormais (Cooke, Baldwin & Howison, 1990). Noentanto a resposta parece ter de ser bem mais complexa, implicando estudar o sujeito criminoso, de modo a dar conta de todos os fatores que influenciam o seu comportamento. Tenta-se seguidamente demonstrar a necessidade de incluir as abordagens biológicas no estudo do crime.
É habitual a questão do crime envolver uma série de reflexões e comentários que ultrapassam em muito o ato...
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