Trabalho filosofia do direito

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  • Publicado : 23 de abril de 2012
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Para alguns pensadores, a morte seria a musa inspiradora da filosofia, ou seja, teria sido o estopim para o ser humano pensar sua situação existenciale seu lugar no mundo. Indiscutivelmente, a morte é a marca do desamparo humano, trazendo ao homem o fato inevitável de que é seu futuro imprevisível,dando-lhe a sensação do esquecimento derradeiro, do fim — contrariando o pensamento humano de imortalidade.

"Quando morremos? Na verdade, morremostodos os dias. Morte são também nossas decepções, nossos projetos falidos, nossas ideias abortadas. Morte é tudo o que nega a vida. A morte definitiva,a que encerra todos os atos, a que nos apresenta a vida concluída, dessa não podemos tratar porque ela nos excede. Restam-nos os insucessos que aanunciam, neles acenam os signos do que não nos é dado alcançar. Esperamos e conjeturamos. Como poderíamos, de outro modo, elevar-nos acima da solidez doscorpos que nos cercam, assinalando-lhes a precariedade?" (SCHÜLER, 2001: 196).

"Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nadapara nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos.A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E,no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida." (EPICURO, 2002: 29).
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