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  • Publicado : 22 de junho de 2012
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1. Colocação (posição) do Brasil no ranking dos países desenvolvidos.
O Brasil é o 84° colocado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2011 divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da Organização das Nações Unidas (ONU). A lista tem 187 países e o índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 o resultado, melhor o desempenho. O IDH2011 do Brasil é de 0,718, colocando o País no grupo com desenvolvimento humano elevado. O índice brasileiro está acima da média global (0,682).

Na comparação com 2010, o Brasil subiu uma posição. A Noruega manteve a liderança no ranking, com IDH de 0,943. Em seguida estão a Austrália (0,929) e os Países Baixos (0,910) no grupo com desenvolvimento muito elevado. Nas últimas posições, com ospiores índices, estão o Burundi (0,316), o Níger (0,295) e a República Democrática do Congo (0,286), todos na África Subsaariana.

O IDH considera três dimensões fundamentais para o desenvolvimento humano: o conhecimento, medido por indicadores de educação; a saúde, medida pela longevidade; e o padrão de vida digno, medido pela renda.

Em 2011, para o Brasil, foram registrados 73,5 anos deexpectativa de vida, 13,8 anos esperados de escolaridade (para crianças no início da vida escolar) e 7,2 anos de escolaridade média (considerando adultos com mais de 25 anos). A Renda Nacional Bruta (RNB) per capita dos brasileiros em 2011 considerada no cálculo do PNUD foi US$ 10.162.
Desde a criação do IDH, em 1980, o Brasil registra evolução no índice. Em três décadas, a expectativa de vida dobrasileiro aumentou em 11 anos, a média de escolaridade subiu 4,6 anos, mas a expectativa de anos de escolaridade caiu 0,4 ano. No período, a RNB per capita subiu cerca de 40%. "As dimensões sociais de educação e saúde foram as que mais causaram impacto no IDH do Brasil e fizeram com que o país ganhasse posições", avaliou o economista do Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro, Rogério Borges deOliveira. Entre 2006 e 2011, o Brasil subiu três posições no ranking do IDH, segundo o PNUD.
Apesar dos avanços, o índice do Brasil está abaixo da média da América Latina (0,731). O desempenho brasileiro está atrás do Chile (0,805), da Argentina (0,797), do Uruguai (0,783), de Cuba (0,776), do México (0,770), do Panamá (0,768), do Peru (0,725) e do Equador (0,720). Em relação aos outros paísesque compõem o Brics (grupo de mercados emergentes formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), o IDH brasileiro é o segundo melhor, atrás da Rússia. "É interessante colocar esses países em um mesmo grupo de comparação pelo tamanho continental, pelas populações enormes, pela importância política, por serem economias emergentes e por terem políticas similares em alguns pontos", explicouo economista.

Além do índice principal, o PNUD também divulgou o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que capta perdas no desenvolvimento humano por causa das disparidades socioeconômicas. Nesta avaliação, o Brasil cai 27,7% em relação ao IDH, ficando em 0,519. Enquanto o IDH clássico é um índice potencial, o IDHAD retrata melhor a situação real de um país. "É uma questão de conceito. Não bastaviver em uma sociedade que tenha, na média, um bom indicador de saúde, de renda, de educação, mas na qual as pessoas convivam com diferenças no dia a dia. Conceitualmente, é relevante considerar a desigualdade", disse Oliveira. O IDHAD do Brasil fica próximo ao de países como a República Dominicana e o Suriname. O impacto negativo da desigualdade no IDH do Brasil, de 27,7%, é maior do que a médiade perda global, de 23%, e do que a dos países da América Latina, de 26,1%. Para calcular o IDH ajustado à desigualdade, o Pnud considera as mesmas dimensões utilizadas no IDH original. No caso brasileiro, o maior responsável pela perda por causa da desigualdade é o quesito renda.
Segundo alguns especialistas, o Brasil e os outros países da América Latina têm avançado atualmente na redução das...
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