Trabalho de parasito

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Carlos Augusto Santiago 58077

Gustavo Ortiz 59500

Lizandra Dolfini 58373

Renata Marraschi 58342

Vanessa Cristina da Silva 42251

Enteroparasitoses intestinais em crianças das aldeias do Parque Indígena do Xingu.

Araras/SP
Junho/2011

Carlos Augusto Santiago 58077

Gustavo Ortiz59500

Lizandra Dolfini 58373

Renata Marraschi 58342

Vanessa Cristina da Silva 42251

Trabalho apresentado como parte de avaliação à disciplina de Parasitologia Geral do 5º período do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Hermínio Ometto.

ProfªDra. Maria Ap. Ferreira de Almeida

Araras/SP
Junho/2011

1 - Resumo.

Foi avaliada a ocorrência de parasitoses intestinais em indígenas das aldeias do Parque Indígena do Xingu. No contexto de apreciações congêneres, expressa contribuição para adequado conhecimento do assunto, significativo sob o ponto de vista médico-sanitário. O exame parasitológico das fezes, de crianças de 2 a 9 anos,de seis aldeias localizadas na reserva do parque do Xingu, realizado por meio do exame parasitológico de Hoffman, pode ser considerado como dotado de razoável amplitude para estabelecer diagnósticos. Ocorreu encontro de cistos de protozoários e de ovos de helmintos de múltiplos tipos, até mesmo em expressivas porcentagens. A verificação demonstra que tais índios vivem em ambiente onde prevalecemmás condições higiênicas, em especial, facilitador da disseminação de protozoários e helmintos pelo contato com o solo ou ingestão de água e alimentos contaminados.

Palavras-chaves: Enteroparasitoses; Indígenas; Epidemiologia; Parasitoses Intestinais;

2 - Introdução.

O parasitismo intestinal ainda constitui um dos mais sérios problemas de saúde pública no Brasil, especialmente, nos paísesem desenvolvimento. Na região Amazônica, por exemplo, os índices de positividade podem alcançar até 95% em determinados segmentos populacionais, reflexo das precárias condições de vida da referida população (BORGES et al. 2009).
Em comunidades vulneráveis das periferias dos centros urbanos e favelas, mais de 50% dos parasitológicos de fezes são positivos para um ou múltiplos parasitas,contrastando com pacientes de classe média de áreas urbanas bem saneadas, onde esse percentual cai para 1 a 5%.
As populações nativas do Brasil que vivenciaram violento processo de contato com a nossa sociedade passaram a sofrer um grande impacto negativo em suas culturas. Em geral, vivem em condições de exclusão social, desprovidas dos benefícios do saneamento básico e da disponibilidade de fornecimentode água potável (EDUARDO et al, 2005). Como conseqüências, evidenciam-se altas prevalências de infestações parasitárias, diarréia e desnutrição. As famílias de baixa renda e subnutridas são as mais expostas aos riscos destas infecções, contribuindo para debilitar ainda mais seu estado nutricional (FERREIRA et al. 2000).
Cidades recém-criadas nas cabeceiras do rio Xingu, que se encontram forados limites do Parque Indígena do Xingu (PIX), com baixa cobertura de tratamento e esgotamento sanitário, acarretam um sério comprometimento das fontes de água que tradicionalmente são utilizadas pelas comunidades indígenas (ESCOBAR - PARDO et. al. 2010).
Além disso, as diferenças culturais, os hábitos de higiene e a vida sedentária da população nativa favorecem a ocorrência de altas taxas deprevalência de parasitoses intestinais (AMATO NETO, 1991).
No Brasil, a estruturação e o aperfeiçoamento do Programa de Saúde do Índio – do Ministério da Saúde (MS)/Fundação Nacional de Saúde (FNS) – vêm ampliando esse trabalho de identificação de parasitoses em comunidades indígenas em parceria com empresas e institutos de educação ligadas a área da saúde, caracterizando assim um estudo no...
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