Trabalhadores e sindicatos no brasil

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INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – CAMPUS PALMAS

DIREITO – 7º PERÍODO

DISCIPLINA: DIREITO DO TRABALHO II

PROFESSOR: DIÓRGENES ALVES

INTRODUÇÃO

O autor inicia sua obra alertando-nos para que não caiamos no erro da interpretação de que o sindicalismo no Brasil seja fato recente. Discorre sobre os movimentos grevistas e as lideranças políticas oriundas do meio sindical, abordandotambém os esforços dos trabalhadores na defesa de suas propostas para nosso País.
Em sequência, tece uma abordagem histórica da trajetória republicana no Brasil, ressaltando e opressão da grande maioria da população, pois em um passado não muito distante, o voto era proibido a grande parte da população, bem como passávamos por longo período de ditadura e consequente restrição de direitos decidadania.
A distribuição de renda, como hodiernamente, era extremamente desigual, apesar dos altos índices de desenvolvimento econômico havidos na década de 1970.
Destarte, restavam obstadas as propostas políticas populares, pois havia constante cerceamento do exercício dos direitos políticos da quase totalidade dos cidadãos brasileiros.
Aduz o autor que não há instrumento político mais hábil pararepresentação dos interesses coletivos senão o sindicato.
Com o devido respeito às considerações e conclusões do autor, devemos, com certa reserva, perfazer uma análise crítica de sua ideologia, não a tomando como verdade absoluta, uma vez que o mesmo é sindicalista/ativista, não estando assim sua obra isenta de valores subjetivos ou abordagens unilaterais. O próprio autor o assume, aduzindoque conscientemente deu o “tom militante” à sua obra (p. 10). Deixa transpirar assim, de forma até utópica, a busca de outro mundo, para ele necessário, o socialismo, com o que claramente não concordamos pelos fundamentos da própria história moderna.

A FORMAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA: PRIMEIROS MOMENTOS

Nesse capítulo o autor aborda os primeiros fatos históricos que ensejaram a formação daclasse trabalhadora no Brasil. Cita o levante de João de Mattos na paralisação das padarias da cidade de Santos, cuja consequência foi a fuga dos trabalhadores escravizados daqueles estabelecimentos por meio da elaboração de cartas de alforria falsificadas. Mesmo após a abolição da escravatura em 1888, as lutas de Mattos não cessaram, face à continuidade das péssimas condições de trabalho eremuneração. Organizou assim uma associação que visaria à compra de padarias pelos próprios trabalhadores, consistindo numa cooperativa. No entanto tal empreitada não logrou êxito, face ao roubo do dinheiro da entidade por parte de seu tesoureiro.
Já naquela época (final do século XIX), os trabalhadores sabiam da necessidade de se unirem (fundaram a Sociedade Cosmopolita Protetora dos Empregados emPadarias, cujo lema era “trabalho, justiça e liberdade: sem distinção de cor, crença ou nacionalidade”), conceito inovador dentro de sua época. Houve também nesse momento histórico a luta pelo descanso semanal e pela jornada diária de oito horas de trabalho, por meio de abaixo-assinados, que restou inexitosa.
Interessante notar que João, já naquela época, foi vítima das famosas “listas negras”,prática utilizada ainda nos dias de hoje, prejudicando milhares de trabalhadores que só fizeram valer seu direito de acesso à justiça para garantia dos seus direitos.
A consciência da classe dos trabalhadores surge do conflito entre os interesses dos proprietários e dos despossuídos.
O surgimento da classe trabalhadora assalariada é oriundo de lutas anteriores “que se desenrolaram entre ostrabalhadores escravizados e seus senhores, particularmente no período final da vigência da escravidão” (p. 17).

Experiências comuns e luta pela liberdade

À época da escravidão no Brasil, era vedada a reunião de trabalhadores escravizados, os quais eram constantemente vigiados pela polícia, devido ao temor de revoltas urbanas por tais homens.
Dentro do mesmo espaço de trabalho, circulação,...
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