Trabalhadores em silencio ou trabalhadores silenciados?

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TRABALHADORES EM SILÊNCIO OU TRABALHADORES SILENCIADOS?*


Kátia Brito(


Resumo
Este artigo busca analisar a nova conjuntura em que estão inseridos os trabalhadores, no que concerne o real posicionamento dessa classe frente às novas vulnerabilidades e riscos intensificados pelas políticas neoliberais, a globalização, os avanços tecnológicos e reestrutura produtiva que sustenta ocapitalismo na contemporaneidade. Estudiosos evidenciam uma complexidade envolvendo as relações trabalhistas, uma precariedade do trabalho, com a flexibilidade, crescimento da informalidade, subcontratos, aumento do desemprego, diminuição do trabalho fabril devido às novas formas de emprego e expansão do setor de serviços, heterogeneidade da classe, uma crise de identidade. Atentando para a fragilidade eas dificuldades da classe dos laboriosos na defesa da concretização e conquista de seus direitos.
Palavras-chaves: Trabalhadores, precariedades, direitos.



Abstract

This article traces the historical trajectory of social assistance, and supports the context of the Federal Constitution of 1988 and its main elements elencando, regarding social policies, especially the politics of SocialWork as a vehicle for social security of míninmos needed to segments of the population most in need through safety nets and social advancement which articulate benefits, services, projects and social programs, considering how the family unit of work. It also seeks to link the existing laws with the role of Social Work at this juncture, giving focus to the fulfillment of social rights, HumanRights and Human Dignity.
Keywords: Workers, job insecurity, rights.





TRABALHADORES EM SILÊNCIO OU TRABALHADORES SILENCIADOS?*


Kátia Brito(


Introdução

Em meados da década de 70 alguns estudiosos vêm levantando críticas sobre as transformações políticas, econômicas e sociais que vem ocorrendo nas sociedades capitalistas, e as conseqüências que essas mudanças estãogerando no mundo do trabalho. Afirma Castel (1998), que a questão social nestes últimos tempos vem adquirindo novas modalidades nas relações capital/trabalho, ampliação da pobreza e exclusão. Havendo segundo ele um aumento nas taxas de desemprego, crescimento do trabalho determinado, informalidade, destabilização, diminuição do trabalho fabril, inserção da mulher no mercado de trabalho, crise deidentidade, a classe dos laboriosos vêm se tornando como bem diz Antunes (1996), progressivamente mais heterogenia; o sindicato encontra dificuldades para sobreviver diante a nova configuração que sustenta as relações de trabalho na contemporaneidade.
Essas mudanças atingem de forma global, mesmo com intensidades diferentes os variados grupos populacionais no mundo, provocando o acirramentoda questão social¹ e por conseqüência diz Castel (1998), de uma “nova pobreza”, condensada pela precariedade no trabalho, degradação, destabilização e desemprego e a disseminação da diminuição da proteção no trabalho, além de um sindicato incapaz de abarcar a grande assimetria nas relações de força da classe dos laboriosos, de um posicionamento mais comprometido enlanguescer os direitos de seusfiliados através de estratégias que realmente garantem os seus direitos.
Percebe-se um vácuo organizativo dos laboriosos, enfraquecimento e desaparecimento dos movimentos sociais que lutam pela garantia dos direitos existentes e a conquista por novos direitos, além das dificuldades dos sindicatos de sobreviverem frente à estrutura capitalista posta. Diante disso, o artigo proposto tem oobjetivo de analisar essa nova conjuntura em que estão inseridos os trabalhadores, no que concerne o real posicionamento dessa classe frente às novas vulnerabilidades e riscos intensificados pelas políticas neoliberais, a globalização, os avanços tecnológicos e a reestrutura produtiva que sustenta o capitalismo na contemporaneidade.
Tendo em vista a “complexificação, heterogeneidade e...
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