Teoria do jogos no dia-a-dia das organizações

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  • Publicado : 9 de novembro de 2011
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A TEORIA DOS JOGOS NO DIA-A-DIA DAS ORGANIZAÇÕES

Cooperação: a Teoria dos Jogos é uma análise matemática de situações que envolvam interesses em conflito a fim de indicar as melhores opções de atuação para que seja atingido o objetivo desejado.
Por Alexandre Bobeda
Todos se cumprimentam, se falam, tomam cafezinhos, almoçam juntos e vivem em uma aparente harmonia. Isso acontece todos os diase não se trata de um lugar em especial ou de acontecimentos isolados, mas de muitas organizações em qualquer parte. Pode ser onde você está ou onde estou, mas com certa observação é possível perceber que nem tudo vai ser dito, mostrado ou pensado.
Depois de refletir um pouco sobre o que acontece nas empresas atualmente – isto é, há um bom tempo – acredito que muitas das situações pelas quais cadaprofissional passa em suas jornadas diárias tem suas explicações na já célebre Teoria dos Jogos.
Certamente reflexo da feroz competição que assistimos em qualquer área do conhecimento, um contraponto à liberalização de idéias das correntes humanistas que pregam o compartilhamento do conhecimento quase uma utopia.
A Teoria dos Jogos é uma série de ensaios dentro da Economia que atua sobreexpectativas e comportamentos. Sendo mais abrangente, trata da cooperação. É uma análise matemática de situações que envolvam interesses em conflito a fim de indicar as melhores opções de atuação para que seja atingido o objetivo desejado. Sua origem está em jogos conhecidos, como o pôquer e o xadrez, por exemplo, mas o foco é muito mais amplo, relacionando-se a temas da sociologia, economia, políticae ciência militar.
Os primeiros textos sobre a Teoria dos Jogos foram criados pelo matemático francês Émile Borel, que lançou as raízes desse estudo. Entretanto, foi o matemático americano John Von Neumann e o austríaco Oskar Morgenstern aqueles que conceberam, por volta da década de 1920, uma teoria matemática (The Theory of Games and Economic Behavior) apurada mesclando economia e organizaçãosocial
aos jogos de estratégia. É aplicada em áreas tão diversas como logística, guerra e defesa, corridas presidenciais, negociações salariais, política, relações internacionais etc.
Uma relação do tema com o dia-a-dia das organizações em geral são os aspectos geralmente analisados pela teoria: as estratégias adotadas e suas consequências, as alianças possíveis entre os indivíduos (“jogadores”),o compromisso dos contratos,
inclusive aqueles não formalizados (tácitos), a repetição de cada jogada, entre outras análises possíveis. Sem dúvida que um pouco de abstração é recomendada para que se entenda melhor sobre o tema.
Se fossem observados e analisados os atos de cada profissional em seu ambiente de trabalho, talvez os aspectos citados se desdobrem em outros não falados ou mesmoadormecidos, mas não esquecidos. Como todas as organizações, as empresas são um microcosmo em nossas vidas e têm seus sistemas – técnico e social, segundo classificação do Instituto Tavistock, de Londres – inter-relacionados. Nessa classificação, o sistema das tarefas e métodos de trabalho (técnico) e o das pessoas e
suas características e relações (social) interagem nas organizações, movendo-as.Qualquer alteração em um levará a repercussões em outro e visualizá–los de forma isolada não faz sentido. Dentro dessa abordagem, ambos os sistemas seriam um pano de fundo para o desenrolar das atitudes estudadas na Teoria dos Jogos.

O dilema dos prisioneiros

Dentre os temas e jogos explorados por essa teoria, o Dilema dos Prisioneiros se destaca por oferecer uma visão simples e realista de comosão medidas as relações humanas na atualidade. Popularizado pelo matemático Albert W. Tucker trata de uma situação fictícia na qual dois conspiradores e cúmplices de um crime são presos e colocados em celas separadas e sem comunicação.
Eles devem escolher a opção que mais lhes favoreça em um interrogatório, mas o detetive lhes oferece um acordo: se apenas um deles confessar, estará livre e o...
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