Teoria de whetzel

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UNIC
CURSO DE TECNOLOGIA EM AGRONEGÓCIOS

GABRIELE BRAGA EBARTZ

FITOPATOLOGIA
Controle de doenças de plantas segundo os Princípios de Whetzel

SORRISO
2013
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
1. O ESTUDO DO CONTROLE DE DOENÇAS
A fitopatologia tem como objetivo o controle de doenças de plantas, visando evitar prejuízos. Técnicas culturais, como densidade de plantio, monocultura, adubação,mecanização, irrigação, necessárias para garantir alta produtividade, podem favorecer a ocorrência de doenças. Por isso, o controle de doenças é fundamental para manter a eficiência do campo. Assim, o controle foi definido como a “prevenção dos prejuízos de uma doença" (Whetzel et al., 1925), sendo admitido em graus variáveis (parcial, lucrativo, completo, absoluto, etc.) mas “aceito como válido, parafins práticos, somente quando lucrativo” (Whetzel, 1929). Entretanto, o controle de doenças de plantas só passou a ser cogitado a partir do desenvolvimento da Fitopatologia como ciência biológica. Portanto, numa concepção biológica, controle pode ser definido como a “redução na incidência ou severidade da doença” (National Research Council, 1968). As conceituações econômica e biológica estãointimamente relacionadas, pois a prevenção da doença leva à diminuição dos danos (reduções do retorno e/ou qualidade da produção) e, eventualmente, das perdas (reduções do retorno financeiro por unidade de área cultivada).
Com a intenção de sistematizar os controles de doenças, Whetzel et al. (1925) e Whetzel (1929) agruparam-nos em quatro princípios biológicos gerais: exclusão – prevenção daentrada de um patógeno numa área ainda não infestada; erradicação - eliminação do patógeno de uma área em que foi introduzido; proteção - interposição de uma barreira protetora entre as partes suscetíveis da planta e o inóculo do patógeno, antes de ocorrer a deposição; imunização - desenvolvimento de plantas resistentes ou imunes ou, ainda, desenvolvimento, por meios naturais ou artificiais, de umapopulação de plantas imunes ou altamente resistentes, em uma área infestada com o patógeno. Com o tempo, a esses princípios foi acrescentado o da terapia, que visa restabelecer a sanidade de uma planta com a qual o patógeno já estabelecera uma íntima relação parasítica. Levando em consideração o ciclo das relações patógeno-hospedeiro em uma determinada área geográfica, pode-se dizer que a exclusãointerfere na fase de disseminação, a erradicação na fonte de inóculo e na sobrevivência, a proteção na inoculação e na germinação, a imunização, na penetração e colonização e a terapia, na colonização e na reprodução.
Os princípios de Whetzel, abordando a relação patógeno x hospedeiro, deixou clara a ação do homem sobre o patógeno (exclusão e erradicação) e sobre o hospedeiro (proteção,imunização e terapia). Entretanto, o fator ambiente, bem como à escolha da área geográfica, local e época de plantio, profundidade de semeadura, precocidade das variedades, etc, foram deixadas de lado. Tais medidas são atualmente agrupadas no princípio da evasão, que pode ser definida como táticas de fuga dirigidas contra o patógeno e/ou contra o ambiente favorável ao desenvolvimento da doença
Osprincípios de controle fundamentam-se no triângulo hospedeiro-patógeno-ambiente. Entretanto, o fator tempo, só foi considerado a partir de 1963. Os princípios de controle sob os pontos de vista biológico e epidemiológico, atuando nos mesmos fatores que compõem a doença, estão intimamente relacionados. Baseado nisso, três estratégias epidemiológicas podem ser utilizadas para minimizar os prejuízos deuma doença: a) Eliminar ou reduzir o inóculo inicial ou atrasar o seu aparecimento; b) Diminuir a taxa de desenvolvimento da doença; c) Encurtar o período de exposição da cultura ao patógeno.
2.2 EVASÃO
Medidas de controle baseadas na evasão visam a prevenção da doença pela fuga em relação ao patógeno e/ou às condições ambientais mais favoráveis ao seu desenvolvimento. Na ausência de...
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