Teologia

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A Primeira Perseguição sob Nero, em 67 d.C.


A primeira perseguição contra a Igreja deu-se no ano 67 d.C, sob o domínio de Nero, o sexto imperador de Roma. Durante os cinco primeiros anos de seu reinado, o monarca agiu de forma tolerante. Depois, porém, deu vazão às mais atrozes barbaridades. Entre outros caprichos diabólicos, ordenou que a cidade de Roma fosse incendiada — ordem cumprida porseus oficiais, guardas e servos. Enquanto a cidade imperial ardia em chamas, subiu à torre de Mecenas a fim de tocar lira e entoar o cântico do incêndio de Tróia. Fez questão de declarar abertamente que "desejava a ruína de todas as coisas antes de sua morte". Além do grande edifício do Circo, muitos palácios e casas foram destruídos. Milhares de pessoas pereceram nas chamas; outro tanto foisufocado pela fumaça ou sepultado sob as ruínas.
Quando Nero percebeu que sua conduta era intensamente censurada, e que ele se tornara objeto de profundo ódio, decidiu culpar os cristãos pelo incêndio voraz. Assim, além de livrar-se, aproveitou para regalar-se com novas crueldades.
Foi esta a causa da primeira perseguição. As brutalidades cometidas contra os cristãos eram tais, que até os própriosromanos foram movidos pela compaixão. Nero desenvolveu requintes para as suas crueldades, e inventou castigos que só a mais infernal imaginação poderia conceber. Em particular, fez com que alguns fossem costurados em peles de animais selvagens e lançados aos cães para serem destroçados. Outros, com as vestes encharcadas de cera inflamável, foram atados aos postes de seu jardim particular, onde lhesatearam fogo para que ardessem como tochas de iluminação. A perseguição generalizou-se por todo o império romano. Contudo, o espírito do cristianismo só aumentava. Foi durante essa perseguição que os apóstolos Paulo e Pedro sofreram o martírio.
Aos seus nomes pode-se acrescentar Erasto, tesoureiro de Corinto; Aristarco, o macedônio; Trófimo, de Éfeso, convertido através da mensagem de Pauloe que se tornou seu colaborador; José, comumente chamado Barsabás; Ananias, o bispo de Damasco; e cada um dos setenta.

A Segunda Perseguição sob Domiciano, em 81 d.C.


O imperador Domiciano, por natureza inclinado à crueldade, matou primeiro seu irmão, suscitando logo a segunda perseguição aos cristãos. Em sua fúria, matou alguns senadores romanos; uns, por desconfiança, e outros,para confiscar-lhes os bens. De imediato, ordenou a execução de todos os pertencentes à linhagem de Davi.
Entre os numerosos mártires dessa perseguição, nomeiam-se Simeão, bispo de Jerusalém, e o evangelista João, lançado em óleo fervente, o qual nenhum mal lhe fez e, a seguir, foi exilado na ilha de Patmos. Flávia, filha de um senador romano, foi quem ditou a seguinte lei: "Que nenhum cristão,uma vez trazido ao tribunal, fique isento de castigo, sem que renuncie a sua religião".
Durante esse reinado, foram escritas várias histórias, inventadas com a finalidade de causar dano aos cristãos. Tal era o fanatismo dos pagãos, que se qualquer fome, epidemia ou terremoto assolasse alguma das províncias romanas, culpavam os cristãos. As perseguições fizeram aumentar o número deinformantes, e muitos, movidos pela cobiça, testificavam falsamente contra a vida de inocentes.
Outra dificuldade era que, ao serem levados aos tribunais, os cristãos eram submetidos a um juramento; caso se recusassem a fazê-lo, eram sentenciados à morte, e caso se confessassem cristãos, a sentença era a mesma.
Os nomes abaixo identificam os que mais se destacaram dentre os numerosos mártires dessaperseguição.
Dionísio, o areopagita, era ateniense de nascimento e instruído em toda literatura útil e estética da Grécia. Viajou ao Egito para estudar astronomia e fez observações muito precisas do grande eclipse sobrenatural ocorrido na crucificação de nosso Salvador. A santidade de sua vida e a pureza de suas maneiras recomendaram-no de tal modo diante dos cristãos, que foi designado...
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