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História e Patrimônio Cultural.
Prof. Airton J. Cavenaghi
Curso : Turismo
Texto: Casas Rurais e Urbanas do Brasil, na época do ciclo econômico do açúcar e do ouro (séc. XVI, XVIII e XIX). Estudo de Caso: A casa da Marquesa de Santos.


Durante o ciclo econômico do açúcar, o Brasil era preso as necessidades administrativas da Coroa portuguesa.O país possuía características rurais muito acentuadas pois sua economia era vinculada ao modelo econômico agrário e exportador.
Diante desse fato é possível distinguir os modelos de ocupação e povoamento existentes nas diversas regiões do país. No Nordeste encontramos, no início da colonização brasileira, residências que utilizaram-se de materiais resistentes ao tempo (pedra ecal) e, simbolicamente, absorviam os aspectos do passado de seu construtor.
Na Bahia, na zona rural ainda no século XVI, identificamos a residência do fidalgo Garcia D'Avila edificada no formato de antigos castelos medievais europeus. O nobre buscava em seu novo lugar de morada uma identificação com seu local de origem, no caso o ambiente da nobreza européia. Aos pobres restava aplicar aherança indígena de ocupação, chamada de arquitetura vernácula. Trata-se de um tipo de edificação nas quais as características principais baseiam-se na sua funcionalidade. Não há busca de características arquitetônicas nem ao mesmo identificação/simbologias com o cotidiano do grupo que a edifica, como no caso das necessidades européias de identificação com o novo território.
Nas cidades,pouco povoadas, as edificações seguiam o estilo de aproveitamento máximo dos terrenos. Nesse aspecto é possível identificar o nascimento do sobrado: amplas e altas residências.
Em Salvador é possível, também, perceber sua existência. A cidade como centro do poder administrativo da colônia (Salvador foi a primeira capital do país) absorvia tendências européias de ocupação. Circulava nacidade uma grande concentração de capitais fato que refletiria, ainda no século XVII, no formato arquitetônico de suas edificações.
Em Recife, na época da ocupação holandesa (séc. XVII) o sobrado refletia dois elementos básicos. A primeira a identificação com o grupo social que ocupava a cidade, os holandeses (na Holanda há também o aproveitamento máximo dos terreno) o segundo com a classesocial hegemônica na cidade: os comerciantes vinculados ao comércio de açúcar.
Essa característica é encontrada também em Vila Rica (atual Ouro Preto) quando o capital aurífero proporcionou o uso de materiais mais resistentes e trabalhados como a pedra e a alvenaria. Uma característica interessante dessa demonstração do poder, é o aparecimento de edificações militares e religiosas queadotaram modelos arquitetônicos com muitos elementos decorativos e adornos em metais preciosos. Não havia um pensamento voltado para sua funcionalidade e sim para sua expressão como objeto do poder constituído, no caso o poder econômico ligado a exploração de metais e pedras preciosas.
Em São Paulo a arquitetura rural absorveu, mesmo entre os membros de uma suposta elite, características dasnecessidades dos antigos habitantes do território, ou seja, os indígenas. A casa bandeirante, trazia em seu formato de distribuição, longa e com todas funções sob o mesmo telhado, característica da habitação indígena, embora tivesse em seu interior a distribuição em salas e quartos, as características do estilo europeu de ocupação. É possível afirmar que a casa bandeirante apresenta uma "fusão devalores" imateriais dos grupos.
Construída em taipa de pilão, a residência dos bandeirantes refletia em seus materiais construtivos a pobreza material da região paulista, não vinculada aos modelos econômicos adotados pela Metrópole.
Na zona urbana, o modelo construtivo dos bandeirantes transformou-se em sobrados construídos também em taipa de pilão (século XVIII). Dois elementos...
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