Tde lembre se de mim

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Digitado por Natarta
Projeto Romances
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LEMBRE-SE DE MIM

Sharon Sala
Editora Nova Cultural 1999.

BESTSELLER






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UM

_ Francesca.... venha aqui, meu anjo.
Fran LeGrand começava a se preocuparcom as nuvens cada vez mais escuras, mas a voz do marido pareceu agasalhá-la e a má impressão desvaneceu-se. Ela virou-se, ficando de costas para a janela junto a qual estava em pé, olhando a tempestade que se aproximava da casa deles em Denver.
_ Acho que vai chover – disse ela.
_ E eu acho que não estou ligando para isso.
Fran sorriu. Clay LeGrand era seu marido fazia exatamente um ano e umdia, com todo seu metro e oitenta e nove. Na maior parte dos dias, ele era a lei até para si mesmo. Parecia que aquele era um desses dias, e esse era um dos motivos pelos quais ela o amava. Clay gostava do que gostava, ria quando alguma coisa o divertia e pouco se importava com que os outros pudessem pensar.
Ela olhou-o de alto a baixo enquanto Clay se aproximava, o instinto feminino verificandose ele estava preparado para enfrentar a chuva quando saísse, e viu-o pronto para o trabalho. Calça e jaqueta jeans, camisa de mangas compridas e, claro, botas de cano alto. O capacete devia estar na caminhonete. Como mestre de obras da empresa de construção de seu pai, jamais saía de casa sem o capacete.
Um trovão rolou pelo céu, fazendo estremecer a vidraça. Se bem que esse tempo não fossecomum numa manhã de outubro, Francesca estremeceu e abraçou a si mesma. O inverno ia chegar e ela detestava o frio.
_ Ei – riu Clay-, se está querendo um abraço, deixe que eu faço isso.
_ Então, me abrace - pediu ela.
Quando os braços do marido a rodearam, Fran fechou os olhos, saboreando a segurança do seu amor. O tecido da camisa dele era macio sob sua face e ela inalou o cheiro dele devagar,enquanto suas mãos percorriam-lhe as costas ao puxá-lo para si.
_ Você cheira gostoso – murmurou.
A voz dele soou como um resmungo:
_ Francesca...
_ Clay, estou numa encrenca?
Ele riu.
_ Por quê?
_ Porque você resmunga toda vez que está zangado.
Clay franziu a testa.
_ Nunca me zango com você e sabe muito bem disso.
_ Hum...- Ela arqueou uma sobrancelha.- Talvez ¨perturbado¨ seja umapalavra melhor. Sei que você ficou perturbado quando pegou o rapaz dos pacotes da mercearia piscando para mim, na semana passada.
_ É verdade - resmungou ele.
Tomou-a nos braços, beijou-a e não interrompeu o beijo enquanto a levava para a cama.
_ Você vai chegar atrasado – disse Francesca assim que pôde.
Ignorando o aviso ele tirou a jaqueta e a camisa.
_ Clay, o que seu pai vai dizer?
_Provavelmente alguma coisa como, ¨Onde é que estão os meus sonhos com creme?¨
A risada dela lembrou-o de cristal se estilhaçando e ele estremeceu. Amava Francesca de tal maneira que se assustava. Ela o fazia sentir-se fraco, e Clay LeGrand jamais fora um homem de fraquezas.
Quando o abraçou de novo ela sentiu-se uma mulher abençoada. Clay nunca faltava ao trabalho, e alguns minutos de atrasonão o fariam correr o risco de perder o emprego, principalmente se levasse uma dúzia de sonhos de creme cobertos com chocolate, que o pai adorava.
Sentia o calor dos lábios do marido em sua pele. Quando a ponta da língua dele tocou um mamilo, ela suspirou e fechou os olhos. Clay era sua alegria, sua razão de viver. Criada num orfanato, ela fora sozinha no mundo, até que ele surgira. Não eraapenas seu marido, era tudo para ela. Segurou-lhe o rosto entre as mãos, interrompendo as carícias.
_ Clay...
Ele ergueu as sobrancelhas.
_ O que, meu amor?
_ Quando eu estava junto da janela...
Clay observou-a, pensando como era possível simples cabelos negros e olhos castanhos serem tão encantadores num rosto de mulher.
_ O que tem a janela? – murmurou.
_ Você ia dizer alguma coisa. O...
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