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1. h tINTRODUÇÃO
O Câncer é um processo patológico que se inicia quando ocorre uma mutação genética no DNA celular, transformando-se em uma célula anormal. Desta é formado um clone que começa a se proliferar de maneira anormal, desconhecendo os sinais de regulação do crescimento no ambiente que circunda a célula (SMELTZER e BARE, 2006, p. 336).
O relatório da Agência Internacional paraPesquisa em Câncer (IARC)/OMS (World Cancer Report 2008), constatou que o impacto global do câncer mais que dobrou em 30 anos. Estimou-se que, no ano de 2008, ocorreriam cerca de 12 milhões de casos novos de câncer e 7 milhões de óbitos. Destes, os mais incidentes foram o câncer de pulmão (1,52 milhões de casos novos), mama (1,29 milhões) e cólon e reto (1,15 milhões). Devido ao mau prognóstico, ocâncer de pulmão foi a principal causa de morte (1,31 milhões), seguido pelo câncer de estômago (780 mil óbitos) e pelo câncer de fígado (699 mil óbitos). Para América do Sul, Central e Caribe, estimou-se em 2008 cerca de um milhão de casos novos de câncer e 589 mil óbitos. Em homens, o mais comum foi o câncer de próstata, seguido por pulmão, estômago e cólon e reto. Nas mulheres, o mais frequente foio câncer de mama, seguido do colo do útero, cólon e reto, estômago e pulmão (World Cancer Report 2008).(BRASIL, 2009)
O contínuo crescimento populacional, bem como seu envelhecimento, afetará de forma significativa o impacto do câncer no mundo. Esse impacto recairá principalmente sobre os países de médio e baixo desenvolvimento. A IARC/OMS estimou que, em 2008, metade dos casos novos e cerca dedois terços dos óbitos por câncer ocorrerão nessas localidades.(BRASIL, 2009)
No Brasil, as estimativas, para o ano de 2010, serão válidas também para o ano de 2011, e apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer. Os tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma, serão os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e do colo doútero no sexo feminino, acompanhando o mesmo perfil da magnitude observada para a América Latina.(BRASIL, 2009)
Diante deste cenário, enquanto residente do Programa de Residência de Enfermagem Oncológica do Instituto Nacional do Câncer, perpassa-se pela especificidade do cuidado de enfermagem, despendido ao mais diverso tipo de câncer que acometem os clientes. Suscita um olhar diferenciado não sóquanto à terapêutica: seja ela cirúrgica, quimioterápica, radioterápica ou paliativa que requer do profissional além do conhecimento técnico científico, a capacidade de manter uma relação interpessoal efetiva que objetive apoiar o cliente no enfrentamento do câncer.
Emerge a questão relacional entre câncer e fadiga, sendo evidenciado na práxis um grande quantitativo de clientes com algum grau defadiga associada ao câncer. A complexidade deste sintoma autoreferido, reside na dificuldade que os profissionais de saúde envolvidos apresentam, no que concerne em diferenciá-lo do cansaço puro e simples, ligado a outras causas que não o câncer e a complexidade de sua terapêutica clínica.
A fadiga é o sintoma mais frequente em pacientes com câncer, ele precede e o acompanha durante todo opercurso da doença, chega a afetar de 70% a 100% dos pacientes que recebem tratamento com quimioterápicos, radioterapia, transplante de medula-óssea ou de células-tronco periféricas e modificadores de resposta biológica. Considerado um sintoma persistente e angustiante em 17% a 40% dos pacientes que completaram o tratamento proposto. A incidência e severidade da fadiga parecem ser influenciadas pelascaracterísticas do paciente, da doença, do tipo e da intensidade do tratamento. (BONASSA E SANTANA, 2005)
A fadiga é descrita em 40% dos pacientes que se encontram no momento do diagnóstico ou após o primeiro ciclo de quimioterapia, 75% em grupo de pacientes com câncer avançado e 82% a 99% em pacientes que receberam cuidados paliativos.(TORRES, 2006)
A fadiga pode se desenvolver por causas...
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