Sociologia

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A palavra "trabalho" evoluiu da palavra latina Tripalium, castigo que se dava aos escravos preguiçosos e, historicamente, o trabalho foi considerado como uma atividade depreciável. Os gregos da Idade de Ouro pensavam que só o ócio criativo era digno do homem livre. A escravidão foi considerada pelas mais diversas civilizações como a forma natural e mais adequada de relação laboral. A éticaprotestante vem atribuir um valor positivo ao trabalho, considerando-o não como punição mas como oferenda a Deus. A partir de meados do século XIX, servidão, em suas várias formas, estará extinta na maior parte dos países ocidentais, sendo substituída pelo trabalho assalariado, socialmente valorizado.
As transformações do mundo do trabalho - do artesanato ao trabalho industrial com grandes máquinas efinalmente ao trabalho imaterial - bem como suas relações com as mudanças sociais na família, na cultura e na política constituem objeto de permanente interesse desta área do conhecimento. Já a partir das últimas décadas do século XX, a introdução de novos temas - notadamente os impactos das novas tecnologias, as novas formas de organização da produção, a obsolescência de várias profissõesanteriormente valorizadas, a flexibilização das relações de trabalho e o acirramento dos mecanismos de exclusão - e de novas formas de abordagem, com ênfase na transdisciplinaridade, abrem novas perspectivas para a investigação sociológica crítica.[1]
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O MUNDO DO TRABALHO NO CAPITALISMO ATUAL
A riqueza das nações éproduto da força de trabalho do homem. A tecnologia por si só nada cria, mas transfere o valor do trabalho nela contido aos bens e serviços criados pelo homem. Ela tem, ainda, a virtude de incrementar a produtividade do fator trabalho. No capitalismo, a riqueza, de maneira geral, é criada dentro de relações sociais de dominação de classes e, por isso mesmo, centrada em uma contradição estrutural: umapequena classe social é proprietária dos meios de produção, enquanto outra é proprietária apenas de sua força de trabalho e, consequentemente, tem de alugá-la continuamente para sobreviver.

Ocorre, porém, que o trabalhador, que aluga sua força de trabalho, não é pago pelo trabalho realizado, mas pela sua energia física e mental gasta no processo da produção. Força de trabalho e trabalhorealizado são coisas distintas. No processo da produção, o trabalhador produz um valor em bens ou serviços extremamente superior ao valor que ele recebe para repor sua energia consumida durante sua jornada de trabalho. A esse diferencial, o que ele produz e aquilo que recebe, chamamos de mais-valia.

A mais-valia que decorre da exploração da força de trabalho do proletariado tem sido incrementadahistoricamente por meio do uso cada vez mais intensivo de tecnologia aplicada à produção. As formas de organização do trabalho também vêm sendo alteradas, à medida que se busca a otimização do uso da força de trabalho. Desta busca pela racionalidade da administração burguesa, surgiram algumas teorias, tais como: Taylorismo, Fordismo, Toyotismo, Volvismo etc.

As primeiras teorias pregam, em geral,a separação entre quem concebe ou planeja o trabalho e aquele que executa; a medição e controle do tempo gasto pelo trabalhador nas operações produtivas; a automação progressiva; e o conceito de esteira rolante. O resultado da aplicação dessas teorias contribuiu para a fragmentação das etapas do trabalho (linha de montagem, por exemplo); para execução de tarefas especializadas e repetitivas porparte do trabalhador; para exercer maior controle sobre ele e para aumentar a produtividade do fator trabalho, uma vez que qualquer atraso em uma determinada etapa do processo da produção afetaria o desempenho dos trabalhadores na etapa seguinte.

O Toyotismo é uma forma de organização do trabalho própria das condições culturais do Japão. Ele prega a devoção do trabalhador à empresa, com a...
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