Sociologia juridica

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1108 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 15 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU
CENTRO JURÍDICO
DISCIPLINA; SOCIOLOGIA JURÍDICA
PROFESSOR; MARCOS ANTONIO MATTEDI
ALUNO; LINDOMAR DA COSTA
No livro "Aprendendo a Pensar com a Sociologia" dos sociólogos Zugmaunt Bauman e Tim May, aprendemos a pensar sociologicamente em uma importância no entendimento de nós mesmo, uns dos outros e dos ambientes sociais em que vivemos.
Neste livro temcomo objetivo de ajudar as pessoas a entender suas experiências pessoais em si mesmas e com os outros Ao fazer isso, mostra como os aspectos aparentemente familiares da vida podem ser interpretados de maneiras diferentes e inovadoras.
A sociologia, diz Bauman, parte da constatação de que as condições gerais da sociedade produzem consequências drásticas em nossa vida pessoal. Que elas atingemnosso cotidiano e influem nas coisas mais banais da existência. Isso não quer dizer que não tenhamos escolha ou que não sejamos livres; quer dizer que essas escolhas e essa liberdade estão moldadas pela força das contingências. Saber pesar a relação entre liberdade pessoal e dependência é a chave do viver bem. Ficar só com um dos aspectos - julgar-se absolutamente livre ou irremediavelmenteprisioneiro - só bloqueia nosso caminho.
A vida em sociedade nos leva a deparar com pessoas "estranhas", isto é, que não se enquadram em nossos modelos e expectativas, lembra o sociólogo. Com a globalização e a profusão de "estranhos", expandiram-se os mecanismos de segregação social - seguranças, grades, crachás, bilheterias, recepções, etc. Em vez de dominar esses "estranhos" ou de fixá-los empadrões, afirma Bauman, a sociologia nos ajuda a lidar com eles. Desse modo, deixa de ser uma ciência dura, que estabelece e define, para se tornar um saber móvel, que busca uma sincronia com o mundo.
Ainda assim, no confuso mundo de hoje, inquietos, buscamos "soluções" para nosso desassossego. Para conter as incertezas, preferimos nos fixar em uma imagem qualquer, nem que seja na simples aparência.Baseada nas semelhanças, a aparência pode nos dar a ilusão - porque usamos a mesma marca de automóvel, de perfume ou de tênis - de que pertencemos a determinado grupo. Pode nos fazer crer que sabemos onde estamos e quem somos. Quando, na verdade, continuamos perdidos.
Outros "se salvam" da inquietação adotando uma rotina ou imitando rotinas alheias. Essa proximidade, no entanto, não assegura osentimento de "responsabilidade moral" - que surge quando um sentimento de responsabilidade brota em nós, voltado para o bem-estar e a felicidade do outro. Ao contrário: o sentimento moral, diz Bauman, frequentemente aparece entre pessoas que não têm a mesma aparência e estão fisicamente muito distantes. Nem as aparências nem as semelhanças garantem a fraternidade.
O dever moral, admiteBauman, costuma entrar em colisão com o sentimento de autopreservação. "Um não pode reivindicar ser mais natural que o outro." Há, sempre, uma tensão em jogo e é preciso enfrentá-la, administrá-la - embora nunca se chegue a resolvê-la. O mesmo ocorre nas relações amorosas. Nelas, as realidades dos dois parceiros nunca são idênticas. A própria ideia de intimidade pode ser uma armadilha. Asdiferenças podem ser tão esmagadoras, ele adverte, que os parceiros farão exigências um ao outro que jamais poderão cumprir. Também no amor, o estar ao lado exige respeito. Amar é trocar diferenças e estilos. É mais uma troca que um encontro.
Não se deve esperar, diz Bauman ainda, que a sociologia "solucione problemas". A vida não é um "problema a resolver". Ele alerta: "Cada nova tentativade ordenar uma parcela ou uma área específica da atividade humana cria novos problemas". Não se deve querer que a sociologia forneça soluções para os conflitos sociais. A sociologia não nos diz como resolver um problema. Ela se limita a apontar o problema com que devemos lidar. E isso já é muito.
É verdade, isso nos frustra. Na sociedade de mercado, lamenta Bauman, só queremos...
tracking img